Altamira

Operação contra “gato” de energia identifica quatro fraudes e prende homem em flagrante em Altamira

Ação da Polícia Civil, com apoio da Equatorial e da Polícia Científica, identificou desvios de energia em residências; uma pessoa foi presa em flagrante.

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Uma operação foi deflagrada pela Polícia Civil na terça-feira (17 de março), em Altamira (PA), com o apoio de equipes técnicas da Equatorial Energia e da Polícia Científica, com o objetivo de identificar possíveis furtos de energia no município.

Durante a ação, foram identificados quatro casos de desvio de energia elétrica em residências, e um homem foi preso em flagrante.

No bairro Colina, após análise da equipe técnica da concessionária e da perícia, foi constatada uma ligação direta na rede elétrica, mesmo com a unidade consumidora desligada. O proprietário do imóvel não foi localizado e será notificado a comparecer à delegacia para prestar esclarecimentos. Segundo a polícia, esta é a segunda vez que o local apresenta irregularidades desse tipo.

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No bairro Brasília, outro caso de furto de energia foi identificado. O morador, que é inquilino do imóvel, não foi localizado, mas, de acordo com a polícia, será incluído em inquérito e deverá comparecer à delegacia.

Já no loteamento conhecido como Bacana, a fiscalização identificou uma ligação direta do poste de energia para a residência, que não possuía medidor. No momento da vistoria, não havia ninguém no local. A polícia informou que a proprietária, já reincidente na prática, será notificada para prestar esclarecimentos.

Ainda durante a operação, o proprietário de uma residência localizada no bairro Independente I foi preso em flagrante após a constatação do furto de energia. Segundo a polícia, havia uma ligação direta monofásica entre a rede de baixa tensão da concessionária e o circuito interno da casa. O homem foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, prestou depoimento e, após o pagamento de fiança, foi liberado.

O furto de energia, conhecido popularmente como “gato”, é crime previsto no artigo 155 do Código Penal. A prática envolve o desvio de eletricidade por meio de ligações diretas ou fraudes no medidor, gerando riscos de acidentes, como choques elétricos e incêndios, além de sobrecarga no sistema, o que prejudica toda a coletividade. O crime é passível de multa e pena de reclusão, podendo também ser denunciado de forma anônima aos canais das distribuidoras de energia.

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Somente em 2026, já foram identificados 25 casos de irregularidades, com 10 pessoas presas em flagrante na região do Xingu. A prática segue sendo alvo de fiscalização e repressão por parte das autoridades, por causar danos diretos ao sistema elétrico e aos consumidores regulares.

Além das medidas adotadas pela Polícia Civil, a distribuidora realizou a notificação das irregularidades e efetuou a interrupção das ligações clandestinas identificadas durante a operação.

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