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Poeira na Transamazônica provoca situações de risco e ameaça segurança de motoristas no sudoeste do Pará

Vídeos mostram momentos de perigo na BR-230, incluindo mulher e criança que caíram de um carro durante manobra para evitar colisão com carreta e uma viatura da PRF que ficou presa em trecho de poeira.

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A grande quantidade de poeira levantada pela passagem de veículos na Rodovia Transamazônica (BR-230), especialmente no trecho entre os municípios de Uruará e Placas, no sudoeste do Pará, tem provocado situações de perigo e aumentado a preocupação de motoristas que precisam trafegar pela região.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram as dificuldades enfrentadas pelos condutores em diferentes pontos da rodovia. Em alguns trechos, o acúmulo de poeira sobre a pista dificulta a passagem dos veículos, enquanto a baixa visibilidade aumenta o risco de acidentes.

Uma das cenas mais impressionantes foi registrada na Ladeira da Lambreta, localizada no km 213 da BR-230, entre Uruará e Placas. Nas imagens, o motorista de um carro de passeio tenta realizar uma manobra de marcha à ré para evitar uma possível colisão com uma carreta que descia a ladeira no sentido contrário.

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Durante a tentativa de recuar, uma das portas do automóvel se abre e uma mulher e uma criança acabam caindo do veículo em meio à poeira. A situação chama a atenção pelo risco enfrentado pelos ocupantes, principalmente diante da aproximação do veículo de grande porte. Não há informações confirmadas sobre possíveis ferimentos. (Veja o vídeo abaixo).

Outro vídeo mostra uma situação envolvendo uma viatura da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que ficou presa em um trecho com grande acúmulo de poeira durante uma subida. O episódio foi registrado na altura do km 98 da Transamazônica, na região de Medicilândia, também no sudoeste paraense.

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Um morador que passava pelo local registrou a dificuldade enfrentada pela equipe policial e relatou que a viatura ficou presa em meio à camada de poeira acumulada na estrada.

Em vários pontos da BR-230, a poeira levantada principalmente por caminhões e carretas forma uma espécie de cortina sobre a pista, comprometendo a visibilidade e dificultando a identificação de veículos que trafegam à frente ou no sentido contrário.

Foto: Inverno na Transamazônica

A situação se torna ainda mais preocupante em ladeiras, curvas e trechos estreitos, onde a falta de visibilidade pode impedir que os motoristas percebam obstáculos ou a aproximação de outros veículos a tempo de evitar acidentes.

Além da dificuldade para trafegar, o acúmulo de poeira sobre a estrada também prejudica a aderência dos pneus e pode dificultar manobras, especialmente para veículos pesados.

Diante das condições da rodovia, a recomendação é que os condutores reduzam a velocidade, mantenham distância segura dos demais veículos e evitem ultrapassagens em locais onde a visibilidade esteja comprometida.

O problema tende a se agravar durante o verão amazônico, período marcado pela redução das chuvas e pelo aumento da poeira nos trechos não pavimentados da Transamazônica.

As imagens divulgadas nas redes sociais evidenciam os riscos enfrentados diariamente por motoristas, passageiros e moradores que dependem da BR-230 para se deslocar entre os municípios da região sudoeste do Pará.

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