O Pará registrou 674 focos de calor na sexta-feira (30 de outubro de 2026), quase o triplo dos 223 identificados no dia anterior. Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgados no boletim de monitoramento ambiental de 31 de outubro. No acumulado de 1º a 30 de outubro, o estado somou 12.428 focos, ocupando a primeira posição no ranking nacional.
Entre os municípios paraenses com maior número de detecções na sexta-feira estão Almeirim, com 60 focos, Pacajá, com 47, Óbidos, com 43, Mojuí dos Campos, com 42, e Portel, com 39. Santarém registrou 29 focos no mesmo período.
No acumulado de outubro, os dez municípios com mais registros no país estavam no Pará. Uruará liderou o ranking nacional, com 963 focos, seguido por São Félix do Xingu (869), Altamira (716), Portel (712) e Santarém (579). Também aparecem entre os dez primeiros Aveiro (512), Itaituba (464), Mojuí dos Campos (440), Pacajá (430) e Placas (414).
Incêndios persistem no oeste do Pará
O Painel do Fogo, do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), identificou 543 eventos ativos e 738 em observação no Pará na consulta realizada na manhã de sábado (31/10).
Entre os registros, um evento localizado entre Almeirim e Prainha apresentava 59 dias de persistência, com indicação de ocorrência na Floresta Estadual do Paru. Outros eventos permaneciam ativos em áreas que abrangem Mojuí dos Campos, Placas, Prainha, Santarém e Uruará, com registros de persistência entre 41 e 54 dias.
Os dados indicam a continuidade de ocorrências que exigem acompanhamento, mas não permitem determinar, isoladamente, a extensão das áreas queimadas ou confirmar a situação de cada incêndio em campo.
O monitoramento da qualidade do ar também identificou concentrações elevadas de partículas finas em municípios da Amazônia.
Em Oriximiná, no oeste do Pará, um sensor da plataforma SELVA registrou concentração de 111,4 microgramas por metro cúbico (µg/m³) de material particulado fino, conhecido como PM2,5, às 8h32 de sábado (31).
No Amazonas, foram registradas concentrações de 75,8 µg/m³ em Parintins, 55,3 µg/m³ em Itacoatiara e 53,1 µg/m³ em Barreirinha.
Essas partículas podem penetrar profundamente no sistema respiratório e representam riscos especialmente para crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares. As medições são pontuais e não representam a média da qualidade do ar de cada município.


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