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Operação combate garimpo ilegal de ouro na Terra Indígena Baú, em Altamira, no Pará

Atuação conjunta de órgãos públicos ocorre nesta terça-feira (30), no sudoeste do estado

Foto: Divulgação/MPF
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Uma força-tarefa formada por vários órgãos públicos federais deflagrou, na manhã desta terça-feira (30), operação especial para combater mineração ilegal de ouro na Terra Indígena (TI) Baú, em Altamira, no sudoeste do Pará.

Foto: Divulgação/MPF

Foram feitas duas prisões em flagrante pelo crime de posse ilegal de arma de fogo e estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão contra cinco pessoas em quatro endereços na cidade de Novo Progresso, vizinha à TI.

Também foram cumpridos mandados de apreensão de três aeronaves, pela suspeita de que tenham sido usadas nas atividades de garimpo ilegal.

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Os mandados foram deferidos pela Justiça Federal levando em conta elementos investigativos colhidos pela Polícia Federal (PF), em inquérito policial, e também pelo Ministério Público Federal (MPF), em procedimento investigativo criminal. Após a verificação de que as investigações tratavam do mesmo grupo, as informações foram reunidas para maior eficiência e celeridade aos trabalhos.

Destruição de garimpos e balsas – Além do cumprimento dos mandados, está sendo realizada a desmobilização e eliminação de diversos garimpos ilegais. A Operação Baú também tem o objetivo de destruir balsas utilizadas para a mineração ilegal, no Rio Curuá.

Foto: Divulgação/MPF

Participam da operação, além do MPF e da PF, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Impactos e conflitos – Segundo as investigações, além de causar impactos ambientais e econômicos, a mineração ilegal na TI Baú tem gerando uma série de conflitos entre a grande maioria dos indígenas – que é contrária ao garimpo – e alguns indígenas cooptados por garimpeiros.

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Os conflitos têm provocado risco à vida dos envolvidos. Em agosto de 2022, um grupo formado por 56 mineradores ilegais foi rendido e mantido sob vigilância pelos indígenas. Os garimpeiros atuavam no garimpo ilegal chamado de Pista Nova.

A Operação Baú integra investigações referentes aos crimes de usurpação de patrimônio da União, extração de recursos minerais sem autorização legal e associação criminosa. Também é investigado o crime de atentado contra a segurança de transporte aéreo, tendo em vista que aeronaves supostamente utilizadas para apoio ao garimpo voavam de forma irregular e clandestina.

Com informações do MPF

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