Operação combate garimpo ilegal e destrói máquinas na Terra Indígena Baú, no Pará

Ação da Polícia Federal inutilizou equipamentos, acampamentos e motores usados na exploração ilegal de minério no sudoeste do estado.

A ação foi planejada em inquérito que apura denúncias de mineração ilegal (Foto: Divulgação / PF)
A ação foi planejada em inquérito que apura denúncias de mineração ilegal (Foto: Divulgação / PF)
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A Polícia Federal deflagrou, entre terça-feira (28.jul.2026) e sexta-feira (31/7), uma operação de combate ao garimpo ilegal na Terra Indígena Baú, no sudoeste do Pará. A ação teve como objetivo interromper a exploração irregular de recursos minerais e reduzir os impactos ambientais e os prejuízos às populações tradicionais. A operação foi planejada no âmbito de um inquérito que apura denúncias de mineração ilegal em áreas protegidas.

De acordo com as investigações, informações reunidas por órgãos de fiscalização e entidades de proteção aos povos indígenas apontavam a continuidade das atividades garimpeiras na Terra Indígena Baú.

A operação foi realizada em conjunto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com apoio da Força Nacional e do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI).

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Durante a operação, foram inutilizadas duas pás-carregadeiras, dois acampamentos, dois motores utilizados em balsas de garimpo — incluindo um conjunto de bomba e motor —, um motor de quatro tempos, um gerador, um tanque de combustível e galões empregados na atividade ilegal. Além disso, o Ibama apreendeu duas motosserras na região entre o município de Novo Progresso e o distrito de Castelo de Sonhos, em Altamira (PA).

No Sul do Pará

Também nesta semana, foram apreendidas pela PF cinco máquinas escavadeiras, na terça-feira (28/7), no município de Santa Maria das Barreiras. Os veículos estavam em uso em dois pontos de garimpo ilegal, no momento que os policiais chegaram.

Os trabalhadores não foram localizados, mas foi possível retirar as máquinas apreendidas. Elas foram deixadas sob responsabilidade de prefeituras como fiéis depositários, até a decisão da Justiça.

Um inquérito foi aberto para apurar os responsáveis pelo crime ambiental, bem como os financiadores.

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