A Justiça transformou em preventiva a prisão temporária do advogado Wlandre Gomes Leal, investigado pelo feminicídio de Thainá Yarina dos Santos Cardoso, em Santarém, no oeste do Pará. A decisão foi tomada pelo juiz Sidney Omar Falcão, da Vara de Violência Doméstica do município, e mantém o advogado preso por tempo indeterminado. A ordem de prisão preventiva foi expedida no Banco Nacional de Medidas Cautelares e Prisões (BNMP) em 16 de setembro e cumprida oficialmente no dia seguinte. O processo tramita sob sigilo.
Wlandre permanece custodiado na Unidade de Custódia e Reinserção (UCR) Santa Izabel III, na Região Metropolitana de Belém. O advogado foi transferido de Santarém por questões de segurança e devido à ausência, no município, de uma Sala de Estado-Maior, espaço destinado à custódia de advogados antes de eventual condenação definitiva.
A prisão temporária havia sido decretada durante a fase de investigação. Esse tipo de medida pode ser adotada quando a detenção é considerada necessária para o andamento das diligências e para a coleta de elementos de prova. Já a prisão preventiva pode ser determinada quando presentes os requisitos previstos na legislação, como a necessidade de garantir a ordem pública, assegurar a aplicação da lei penal ou preservar a instrução criminal.
Investigação
O caso começou na noite de 19 de julho, quando Wlandre foi preso em flagrante após Thainá ser encontrada morta no apartamento onde o casal morava, no bairro Rodagem, em Santarém. Na ocasião, segundo a versão apresentada pelo advogado, a companheira teria tirado a própria vida.
No entanto, a hipótese alegada pelo advogado passou a ser questionada durante a investigação. Conforme informações do caso, foram encontradas marcas que indicariam uma possível luta corporal, além de sinais de desordem no imóvel e demora no acionamento do socorro médico.
A perícia também analisou a faca apreendida no apartamento. Segundo os elementos reunidos na investigação, a lâmina tinha aproximadamente 2,5 centímetros de largura, enquanto o ferimento no peito da vítima apresentava cerca de 10 centímetros.
Diante dos elementos levantados, a Justiça decretou inicialmente a prisão temporária do advogado pelo prazo de 30 dias. Com a nova decisão, a prisão foi convertida em preventiva.
Além da prisão, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Pará (OAB-PA) determinou a suspensão cautelar do registro profissional de Wlandre, o que impede provisoriamente o exercício da advocacia.
Fonte: O Liberal.



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