Os paraenses voltam às urnas neste domingo (25) para escolher o próximo presidente da República, que ficará à frente do país pelos quatro anos seguintes. No Pará, mais de 6,2 milhões de eleitores estão aptos a participar do segundo turno das Eleições Gerais de 2026. No primeiro turno, 5.062.750 eleitores compareceram às urnas no Pará, o equivalente a 80,90% do eleitorado. Outros 1.195.412 deixaram de votar, índice de abstenção de 19,10%, próximo ao registrado nacionalmente, de 21,08%. Agora, a votação será restrita à escolha do presidente da República, já que os cargos estaduais e legislativos foram definidos na primeira etapa.
Quem não compareceu ao primeiro turno, realizado em 4 de outubro, poderá votar normalmente nesta segunda etapa, desde que esteja com a inscrição eleitoral regular. A Justiça Eleitoral ressalta que cada turno é considerado uma eleição independente e que a ausência anterior, mesmo sem justificativa apresentada, não impede a participação na disputa presidencial.
A consulta ao local de votação pode ser feita gratuitamente pelo aplicativo e-Título, na opção “Onde votar”, ou pelo Autoatendimento Eleitoral, disponível no site do TRE-PA. O endereço é https://www.tre-pa.jus.br/servicos-eleitorais/atendimento-online. Eleitores sem biometria cadastrada também podem votar, desde que apresentem documento oficial com foto para identificação.
Para garantir o acesso às urnas nos 144 municípios, o TRE-PA adaptou a operação logística diante da estiagem que afeta diferentes regiões do estado. No Marajó e no Baixo Amazonas, a redução do nível dos rios e o surgimento de bancos de areia dificultam a navegação. Por isso, embarcações menores serão utilizadas nos trechos comprometidos, enquanto localidades com rios completamente secos receberão urnas e equipes por rotas terrestres alternativas, incluindo transporte com tração animal e deslocamento a pé.
A operação contará com seis helicópteros e sete aviões contratados, além de 7.786 veículos terrestres e 1.203 embarcações adaptadas. Ao todo, serão utilizadas 23.259 urnas eletrônicas, entre equipamentos regulares e de contingência.
O estado possui 20.827 seções eleitorais distribuídas em 5.919 locais de votação, com atendimento em territórios indígenas, comunidades quilombolas, localidades ribeirinhas e áreas rurais e urbanas. A estrutura envolve a atuação integrada do TRE-PA e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com cerca de 100 mil pessoas mobilizadas.
A partir das 17h, os boletins de urna começam a ser enviados aos sistemas da Justiça Eleitoral. A totalização poderá ser acompanhada em tempo real pelo portal Resultados, do TSE, e pelo aplicativo de mesmo nome. No primeiro turno, o resultado matemático no Pará foi divulgado às 21h02, quase meia hora antes do prazo previsto.
Segurança
Para garantir a tranquilidade do pleito, o Pará mobilizará 14 mil agentes das forças estaduais de segurança. A Polícia Militar terá o maior efetivo, com 12 mil policiais, apoiados por 900 viaturas e 500 motocicletas. Na Região Metropolitana de Belém, cerca de 4 mil militares estarão empenhados na operação.
O esquema também contará com as polícias Civil e Científica, Corpo de Bombeiros, Detran, Secretaria de Administração Penitenciária, guardas municipais, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal. O monitoramento será feito pelo Centro Integrado de Comando e Controle Estadual, em Belém, em articulação com 14 centros regionais.
O TRE-PA também solicitou o envio de Forças Federais para 38 municípios, abrangendo 36 zonas eleitorais e 501 locais de votação, dos quais 27 ficam em territórios indígenas. O pedido foi aprovado por unanimidade pela Corte Eleitoral em 19 de outubro e encaminhado ao TSE.
A Lei Seca Eleitoral estará em vigor das 0h às 18h de domingo, proibindo a venda, a distribuição e o fornecimento de bebidas alcoólicas, inclusive gratuitamente. No primeiro turno, foram registrados 69 boletins de ocorrência relacionados a crimes eleitorais no Pará, sendo 48 por boca de urna. Também houve 13 procedimentos com prisões em flagrante.
Justificativa
Os eleitores que faltaram ao primeiro turno têm até 3 de dezembro de 2026 para justificar a ausência. Quem não votar neste domingo terá até 8 de janeiro de 2027. Após a eleição, a justificativa poderá ser apresentada pelo e-Título, pelo Autoatendimento Eleitoral ou presencialmente em um cartório, com documentos que comprovem o motivo da ausência, sujeitos à análise da Justiça Eleitoral.
Fonte: O Liberal


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