Educação

Será reaberto o sistema de Bolsa Permanência a estudantes quilombolas e indígenas

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Os estudantes indígenas e quilombolas conquistaram uma importante vitória junto ao Ministério da Educação (MEC). Foi decidido na última reunião com a Secretaria de Educação promovida nesta quarta-feira, 5 de junho, que será reaberto o sistema de gestão do Bolsa Permanência, que concede apoio financeiro para essa categoria de estudantes. O intuito é receber novas inscrições no limite orçamentário de R$ 20 milhões, até o dia 29 de junho, correspondente a cerca de 4 mil novas vagas.

“No passado foi possível fazer um diálogo com o governo e repor algo em torno de 5 mil bolsas permanências, evitando que quilombolas, indígenas e comunidades tradicionais, enfim, essa juventude que está nas capitais geralmente, abandonem os seus cursos. Novamente o problema ocorre. Em conversas com as lideranças indígenas, eu fiquei muito emocionado com os relatos, porque eles contam que esse apoio é a única possibilidade que eles têm de conseguirem um futuro melhor para as suas famílias”, explicou o deputado Edmilson, na sessão da Comissão de Educação, ocorrida na última quarta-feira, 5.

Na ocasião, o deputado formalizou um pedido para que o presidente da Comissão de Educação da Câmara, Pedro Cunha Lima (PSDB-PB), fizesse a intermediação com os secretários para que esses estudantes fossem atendidos. Agora, a Secretaria de Educação Superior do MEC (Sesu) atuará como facilitadora do diálogo entre as lideranças e os reitores das universidades para que os estudantes que excederem o número de vagas do Bolsa Permanência possam ser incluídos no Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes).

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O valor da bolsa é de R$ 900,00 sendo ofertado para estudantes indígenas e quilombolas matriculados em curso de graduação presencial nos institutos federais de ensino superior.

Relembre o caso

A Associação dos Discentes Quilombolas da UFPA, reuniu em junho do ano passado, 2018, com as representações de associações quilombolas para um ato na reitoria da UFPA.

A manifestação foi em razão de uma audiência pública com diretores da SECADI/MEC (Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação), a qual propôs pela diminuição do número de bolsas para indígenas e quilombolas em todo o Brasil, ofertando apenas 800 bolsas diante da demanda de mais de 2500, deixando de fora muitos estudantes que já iniciaram seu ensino superior em universidade pública.

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Em decorrência desta situação, os manifestantes lutaram pela bolsa permanência dos quilombolas na instituição, direito este conquistado com muitas lutas e que está sendo retirado gradativamente, correndo o risco de acabar completamente.

Fonte: Portal Roma News

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