Indígenas dos povos Kayapó e Panará bloquearam um trecho da BR-163 na sexta-feira (25/9), no perímetro urbano de Novo Progresso, no sudoeste do Pará. A manifestação reuniu lideranças representadas pelo Instituto Kabu, Associação Iakiô e Associação Indígena Mantinó e teve como principal reivindicação a continuidade de medidas emergenciais voltadas aos impactos da rodovia sobre comunidades e territórios indígenas.
As medidas são adotadas enquanto não é concluído o Plano Básico Ambiental do Componente Indígena (PBA-CI) da BR-163. A própria concessionária registra que acordos foram firmados com organizações indígenas para implementar ações antecipatórias ao plano, envolvendo proteção, assistência às comunidades e preservação de terras e recursos naturais. Via Brasil.
Segundo as organizações indígenas, uma proposta para a nova etapa das medidas já foi apresentada, mas a resposta dada pela concessionária Via Brasil em setembro foi considerada insuficiente pelas entidades. De acordo com os manifestantes, a empresa pediu mais tempo para realizar uma análise técnica.
As lideranças afirmam que a preocupação com a continuidade das ações aumenta diante das pressões sobre os territórios e da proximidade do fim do prazo da etapa atual das medidas emergenciais.
No início de setembro, a Justiça Federal determinou que a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o Ministério Público Federal (MPF) e a Via Brasil se manifestassem sobre o pagamento imediato de valores mínimos para assegurar a continuidade das medidas enquanto as propostas apresentadas são analisadas.
O Instituto Kabu informa que atua com aldeias das Terras Indígenas Baú, Menkragnoti e Panará, no sul do Pará e norte de Mato Grosso. Entre as frentes de atuação da organização estão monitoramento e gestão territorial, segurança alimentar e iniciativas relacionadas à proteção dos territórios Kabu.
Fonte: G1 Pará



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