Uma ferramenta de inteligência artificial passou a monitorar informações relacionadas à Usina Hidrelétrica Belo Monte, no Pará, disponíveis em fontes online. A tecnologia identifica possíveis exposições de dados e emite alertas às equipes responsáveis quando encontra ocorrências consideradas relevantes.
A solução é utilizada pela Norte Energia, empresa responsável pela operação da hidrelétrica, e integra a IANE (Inteligência Artificial da Norte Energia), assistente corporativo desenvolvido para auxiliar diferentes setores na análise de informações, automação de tarefas e acompanhamento de processos.
O monitoramento de fontes online é uma das aplicações da ferramenta e busca identificar conteúdos que possam representar riscos à segurança das informações da companhia. A partir da identificação de ocorrências relevantes, as equipes são alertadas para avaliar cada situação.
A tecnologia também é utilizada na segurança cibernética. Nesse setor, a inteligência artificial analisa registros de alterações em firewalls, identifica modificações nos sistemas, abre chamados e registra justificativas e encerramentos dos procedimentos. O processo contribui para o acompanhamento das atividades e a rastreabilidade das ações.
Processamento de dados em estrutura própria
A IANE começou a ser desenvolvida de forma experimental, com modelos da OpenAI, e posteriormente passou a utilizar uma arquitetura interna baseada em modelos de código aberto, executados em infraestrutura própria.
A estrutura foi implementada com apoio da Dell Technologies e da AMD, que disponibilizaram equipamentos para testes e validação da solução. O processamento local permite que informações sensíveis sejam tratadas em ambiente controlado, reduzindo a dependência de serviços externos de inteligência artificial.
Além do monitoramento de informações na internet e da segurança cibernética, a ferramenta é utilizada para consultar documentos corporativos, resumir contratos, acompanhar informações do setor elétrico e transcrever áudios com instruções operacionais.
A empresa avalia ampliar o uso da inteligência artificial para outras áreas, incluindo atividades regulatórias, jurídicas, operacionais e de engenharia, com o objetivo de integrar a tecnologia aos processos internos.
Fonte: O Liberal

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