Pará

Pará lidera contratação de jovens aprendizes na Região Norte

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Mesmo durante a pandemia de Covid-19, o Pará foi o estado que mais contratou formalmente jovens aprendizes no norte do País nos primeiros oito meses de 2020 – 3,7 mil jovens, o equivalente a quase 40% das admissões em toda a região. Comércio e serviços foram os setores da economia que mais contrataram.

No ranking nacional, o resultado deixou o Estado em 8ª posição. Os dados são do balanço divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA), realizado em parceria com a Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho e Renda (Seaster), baseado em dados do Ministério da Economia, segundo o novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). A maior parte dessas 3,7 mil contratações ocorreu até março.

Técnico do Dieese, Everson Costa reconheceu que houve queda em relação aos anos anteriores – a média era de 9 mil contratações anuais -, mas é reflexo das restrições impostas pela crise sanitária mundial. Ele reforçou a importância da posição do “Jovem Aprendiz”, uma contratação com carteira assinada que dá a experiência a quem está chegando ao mercado de trabalho, e com garantia de direitos.

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“Os contratos de aprendizagem costumam durar em torno de dois anos, e é comum que depois disso a empresa contrate diretamente aquela mão de obra estratégica, formada ali. Alguém que hoje é um aprendiz, amanhã pode ser um grande colaborador”, ressaltou.

Políticas públicas

Segundo Everson Costa, é “importante também frisar que as políticas públicas direcionadas a este tipo de contratação são fundamentais. E o Estado, por meio do Programa Primeiro Ofício, assim como outras instituições que trabalham em prol desse tema, tem conseguido abrir espaço, mesmo em tempos de pandemia, para que esses jovens possam ser admitidos. Vamos torcer para que aumentem, de modo a trazer a nossa juventude para uma permanência duradoura, qualificada e digna no mercado”.

Estudante do ensino superior, Gustavo Capela está no sexto semestre e trabalha pela primeira vez, dentro do “Jovem Aprendiz”. “Não só pela ajuda de custo, mas a oportunidade de conciliar trabalho e estudo é uma experiência muito importante”, afirmou.

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Bruna Furtado, que já conseguiu uma vaga, mas ainda não começou a trabalhar por causa das restrições impostas pela necessidade de isolamento social, contou que “já houve uma apresentação na empresa, e fiquei muito encantada com a oportunidade de engajar e aprender um pouco sobre essa realidade do trabalho”.

Fonte: Agência Pará

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