Pará

Pequenos negócios são responsáveis por gerar quase 74% dos empregos no Pará, diz Sebrae

Órgão aponta que o saldo no Estado ficou em 7.865 em setembro, último dado disponível, sendo 5.812 apenas das micro e pequenas empresas

Foto: Reprodução / Agência Pará
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Os empregos gerados pelas micro e pequenas empresas (MPE) no Pará representaram 73,8% do total em setembro, último dado disponível e divulgado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). O resultado considera apenas o saldo de postos de trabalho, ou seja, a diferença entre admissões e demissões. No total, o órgão aponta que o saldo no Estado ficou em 7.865 naquele mês, sendo 5.812 apenas das MPE. A entidade ainda não dispõe de números referentes a meses posteriores, mas, em outubro, os pequenos negócios foram responsáveis por cerca de oito a cada dez novas vagas de trabalho criadas no país (78,5%).

Para o economista Nélio Bordalo, os pequenos negócios são “muito importantes” para a geração de emprego e renda na economia paraense. Os setores mais relevantes nesse sentido são comércio e serviços. “No Pará não é diferente dos demais Estados da Federação, e os pequenos negócios espalhados pelos municípios geram muitos empregos diretos e até indiretos, não apenas na capital, mas também no interior”, enfatiza.

O próprio Sebrae estimou neste ano que os micro e pequenos negócios representam cerca de 99% do total de empresas no país, portanto, em termos quantitativos, as MPE geram mais empregos que as médias e grandes empresas (MGE). Um dos pontos positivos desse comportamento, na opinião de Bordalo, é que os salários tendem a subir mais do que em empresas maiores. “Um fator importante também na geração de empregos pelos pequenos negócios é a rapidez de adaptação em situações adversas da economia do Brasil, o que não acontece com as médias e grandes empresas que, muitas vezes, precisam de maior tempo para alterar seus posicionamentos diante do mercado”.

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Negócios geram empregos

Dona de uma empresa no ramo de confeitaria, Letícia Belarmino, de 30 anos, gera 100 empregos diretos em Belém. No início, quando a doceria foi fundada, em 2012, eram apenas cinco colaboradores. O negócio foi criado pela irmã de Letícia, e as duas sempre souberam fazer doces, vendendo os produtos no colégio e depois por encomenda. “Minha irmã fez cursos e abrimos a doceria. Eu criei alguns doces, mas sempre fui mais responsável pelo administrativo, financeiro, recursos humanos e marketing. Hoje nos dividimos”, conta.

Na opinião da empreendedora, os pequenos negócios são “muito importantes” na geração de empregos no Pará – ela diz que pessoas empregadas podem ajudar suas famílias e isso tem um grande impacto para as irmãs e para a sociedade. No futuro, as duas querem franquear a empresa em outros lugares do país. Com o ritmo de crescimento e expansão da doceria, no início de 2023 deve haver um aumento inicial de 10% no número de funcionários. “Com o crescimento do negócio, vamos descobrindo novos setores, áreas, funções e cargos. Acredito que, no decorrer do ano que vem, esse aumento seja muito mais significativo”, adianta Letícia.

Já a empresária da área de confecções de alta costura Priscilla Vieira, de 40 anos, tem uma marca de jalecos e conta hoje com 20 funcionários, sendo que no início eram apenas seis. Em 2023, com a expectativa de crescimento da empresa, a previsão é de contratar mais cinco funcionários – a dificuldade é encontrar mão de obra no segmento. “Eu senti uma aquecida no mercado e pretendo expandir. Já coloquei o negócio no e-commerce, porque antes só estava vendendo via Instagram e agora estamos entrando em algumas outras plataformas. Não é fácil ter mão de obra qualificada. Eu já tenho inclusive aberto um processo, mas não é uma mão de obra tão rápida de se contratar”, comenta a empresária.

Para Priscilla, os pequenos negócios são “fundamentais” para a geração de emprego no Pará. “São eles que sustentam famílias inteiras. Nós vivemos em um país em desenvolvimento, e o Pará, mais que o resto do Brasil, precisa valorizar e perceber a importância do pequeno negócio para a cadeia produtiva”.

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Fonte: O Liberal

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