Um mês após a morte da servidora municipal Maria de Fátima Moraes Silva, de 63 anos, a família ainda busca respostas sobre as circunstâncias do acidente que tirou a vida dela, na tarde de 23 de julho, na BR-230 (Rodovia Transamazônica), em frente à sede do Hemopa, no núcleo Cidade Nova, em Marabá (PA). Maria atravessava a via pela faixa de pedestres quando foi atingida por uma motocicleta sem placa, conduzida por Arnold Miranda, de 18 anos, que, segundo a família, não possuía habilitação.
O caso, inicialmente registrado como uma ocorrência de trânsito, passou a ser acompanhado de perto pelos familiares, que reuniram documentos, imagens de câmeras de segurança e relatos de testemunhas e encaminharam o material às autoridades. A filha da vítima, Tatiane Gomes, afirma que tem buscado informações para esclarecer a dinâmica da colisão e cobra a responsabilização de quem for apontado pela investigação como responsável pelo acidente.
Desde as primeiras horas após a ocorrência, Tatiane conta que passou a procurar elementos que pudessem ajudar a esclarecer o que aconteceu. Ela buscou imagens de câmeras de estabelecimentos próximos ao local, localizou testemunhas e reuniu documentos médicos relacionados ao atendimento da mãe.
A família também procurou a Polícia Rodoviária Federal (PRF) para comunicar a morte e solicitar providências relacionadas à motocicleta envolvida na ocorrência, que permanecia no local. Posteriormente, documentos e outras informações foram entregues às autoridades para auxiliar na apuração. Segundo Tatiane, imagens de câmeras de segurança também foram obtidas e encaminhadas para análise.
De acordo com a filha, a PRF esteve no local e avaliou elementos que poderiam contribuir para a reconstrução da dinâmica do acidente. Para a família, esclarecer como ocorreu a colisão é fundamental para que sejam definidas eventuais responsabilidades.
Tatiane afirma que continuou buscando respostas mesmo durante o velório da mãe. “Na sexta-feira, enquanto eu ainda estava velando minha mãe, não tive paz nem para viver aquele momento. Voltei para a rua atrás de provas, fui novamente à PRF e avisei que ela tinha morrido. Eu estava velando minha mãe e, ao mesmo tempo, correndo atrás de respostas”, relata.
A família sustenta que a morte poderia ter sido evitada e espera que a investigação esclareça as circunstâncias do acidente, incluindo a dinâmica da colisão e as condições em que a motocicleta era conduzida. Os familiares também cobram que, caso sejam constatadas responsabilidades, sejam adotadas as medidas cabíveis pelas autoridades.
As informações são do site Correio de Carajás.


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