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Uruará: Operação “8 Segundos” do Ibama vira alvo de disputa judicial

Apreensão de mais de 330 bovinos em área embargada em Uruará termina com mortes de animais, contradições do órgão ambiental e investigação sobre responsabilidade do Estado.

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A Operação “8 Segundos”, deflagrada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis no ano passado, teve como objetivo combater o possível desmatamento ilegal na região conhecida como Chapadão,no município de Uruará, sudoeste do Pará. No entanto, a ação acabou se transformando em uma longa disputa judicial, marcada por controvérsias, denúncias e mortes de animais apreendidos.

Durante a operação, fiscais do Ibama apreenderam 337 bovinos e dois muares, pertencentes ao fazendeiro Wanderson Soares. Segundo a denúncia, o rebanho estaria sendo mantido em uma área de pastagem embargada por infrações ambientais.

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O caso chegou à Justiça Federal, e o Ibama informou oficialmente que os animais já teriam sido doados à Prefeitura de Placas, município vizinho a Uruará, na região da Transamazônica, com a finalidade de abate para consumo, solicitando assim o encerramento do processo. No entanto, a defesa do fazendeiro contestou a versão apresentada pelo órgão ambiental.

Em juízo, o prefeito de Placas negou ter recebido o rebanho, afirmando que a prefeitura teria desistido da doação por falta de logística. Diante disso, o Ibama voltou atrás e admitiu que os animais ainda estavam vivos e haviam sido deixados sob a responsabilidade de um fazendeiro no município de Belterra.

A devolução do rebanho, determinada pela Justiça, enfrentou novos entraves. Mesmo com ordem judicial para entrega dos animais no prazo de 48 horas, o proprietário da fazenda onde o gado estava alojado exigiu o pagamento de despesas com pastagem antes de liberar os bovinos, gerando mais um impasse no processo.

Em dezembro deste ano, quando o proprietário finalmente chegou à fazenda para receber o rebanho, constatou-se que mais de 35% dos animais haviam morrido. Os bovinos sobreviventes encontrados nos currais apresentavam grave estado de desnutrição, conforme registros fotográficos anexados ao processo.

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Um laudo veterinário apontou que os animais sobreviventes estavam em condição de fraqueza extrema, indicando que, durante o período em que permaneceram sob a tutela do Estado e de seus intermediários, o rebanho sofreu com falta de manejo adequado e alimentação insuficiente.

O caso ganhou novos desdobramentos com informações de que parte do rebanho apreendido em outras propriedades da região do Chapadão teria sido levada para Santarém, onde, segundo a imprensa local, os animais teriam sido abatidos em frigoríficos da cidade.

O processo segue em tramitação na 9ª Vara Federal da Seção Judiciária do Pará, onde agora se discute a legalidade da apreensão inicial e a responsabilidade pelas mortes dos animais ocorridas durante o período em que estiveram sob custódia do poder público.

O caso continua gerando repercussão e pode trazer novos capítulos nos próximos meses.

Veja na íntegra o Laudo técnico CLIQUE AQUI

Veja na íntegra a decisão judicial CLIQUE AQUI

Fonte: Plantão 24horas News – Jornalista Queiroz Filho 

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