A Operação “Escudo Feminino 4”, deflagrada nesta quinta-feira (13.ago.2026) pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup), registrou 13 prisões no primeiro dia de ações, sendo 11 em flagrante e duas por cumprimento de mandados de prisão. Ao todo, 408 mulheres foram atendidas pelas equipes de segurança durante a mobilização, que ocorre simultaneamente nas 16 Regiões Integradas de Segurança Pública (RISPs) do Estado.
A operação, que segue até esta sexta-feira (14/8), mobiliza 1.014 agentes, 317 viaturas e 26 motocicletas para ações de prevenção, fiscalização, atendimento e repressão aos crimes praticados contra mulheres. O lançamento ocorreu no Portal da Amazônia, em Belém.
Entre as principais ações estão a fiscalização do cumprimento de medidas protetivas de urgência, o acompanhamento de mulheres em situação de risco, o monitoramento eletrônico de agressores, o atendimento de ocorrências e a realização de perícias.
De acordo com a Segup, o efetivo empregado é direcionado a partir do cruzamento de dados sobre denúncias, medidas protetivas e ocorrências anteriores, permitindo concentrar as equipes em locais considerados prioritários.
A Polícia Militar atua no policiamento ostensivo e nas fiscalizações em campo, enquanto a Polícia Civil participa com equipes especializadas no atendimento às mulheres e unidades policiais dos municípios. Também integram a operação o Corpo de Bombeiros Militar, a Polícia Científica e a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária.
Na área de monitoramento eletrônico, a Central Integrada de Monitoramento Eletrônico (CIME) fiscaliza agressores que utilizam tornozeleira eletrônica. O sistema permite estabelecer zonas de exclusão próximas às vítimas e emitir alertas em caso de descumprimento das determinações judiciais.
Continuidade das ações
A quarta edição da “Escudo Feminino” dá sequência às três fases anteriores da operação, que, segundo a Segup, já resultaram em mais de 100 prisões e no atendimento de mais de 4.800 mulheres.
Na terceira edição, realizada em junho, foram registradas 40 prisões e 1.152 atendimentos. Durante aquela fase, uma mulher foi resgatada de uma situação de cárcere privado em Parauapebas, no sudeste do Pará. Ela possuía medida protetiva e foi localizada durante uma visita de fiscalização preventiva, apresentando sinais de agressão física.
Além das ações presenciais, a operação também reforça a divulgação da plataforma SOS Mulher, que permite o cadastro de mulheres em situação de risco e possui integração com o atendimento de emergência do telefone 190.
O Centro Integrado de Operações (Ciop) mantém o atendimento pelo 190, enquanto o Disque-Denúncia recebe relatos anônimos pelos canais 181 e (91) 3210-0181.
Com informações de O Liberal.























