Com o avanço do período de estiagem, aumenta a preocupação com queimadas e incêndios em áreas próximas à rede elétrica. Além dos impactos ambientais, o fogo pode provocar prejuízos materiais à infraestrutura de distribuição de energia, danificando postes, cabos, transformadores e outros equipamentos. Em situações mais graves, as ocorrências podem causar interrupções no fornecimento e colocar em risco a segurança da população e das equipes que atuam no atendimento às ocorrências.
O cenário exige atenção no Pará. Segundo dados da plataforma Terra Brasilis, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Pará registrou 3.112 focos de incêndio entre janeiro e agosto de 2026, ocupando a quinta posição no ranking nacional. No mesmo período, o Brasil contabilizou 29.618 focos. Mato Grosso aparece na liderança, com 4.553 ocorrências, seguido por Tocantins, com 4.141; Bahia, com 3.256 e Maranhão, com 3.121. Juntos, os cinco estados concentram cerca de 62% dos focos registrados no país.
Com a estiagem agravada pelo fenômeno do Super El Nino, a situação preocupa. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o Pará está entre os estados com maior probabilidade de ocorrências de fogo entre os meses de agosto e outubro.
Quando um incêndio se aproxima da rede elétrica, o calor intenso pode danificar componentes do sistema, provocar o rompimento de cabos e comprometer postes e equipamentos. Dependendo da proporção da ocorrência, pode ser necessário realizar desligamentos emergenciais para garantir a segurança da população e dos profissionais que trabalham no local.
Além dos custos relacionados aos reparos e à substituição de equipamentos, uma ocorrência dessa natureza pode afetar diretamente a rotina de moradores, comerciantes e serviços essenciais, que dependem da energia elétrica.
“Quando as chamas atingem os cabos da rede de distribuição, deixam comunidades inteiras sem o fornecimento de energia. Nós estamos falando de hospitais, capitação e distribuição de água, escolas, residências sem energia por longos períodos. Por isso, é fundamental que a população não provoque queimadas próximas à rede e, ao identificar um incêndio, mantenha distância e acione os órgãos responsáveis”, destaca Elton Lucena, executivo de segurança da Equatorial.
Prevenção é fundamental
A concessionária de energia orienta a população a não realizar queimadas próximas a postes, cabos, transformadores e demais equipamentos da rede elétrica. Também é importante evitar o uso do fogo para eliminar resíduos, folhas secas ou vegetação próxima à fiação, pois as chamas podem se espalhar rapidamente e atingir a estrutura elétrica.
Em propriedades rurais, a recomendação é redobrar os cuidados durante o período de estiagem e manter materiais inflamáveis afastados da rede de energia. A população também deve seguir as orientações dos órgãos ambientais e de segurança antes de realizar qualquer atividade que envolva o uso do fogo.
“Ao identificar um incêndio próximo à rede elétrica, não tente combater as chamas por conta própria, principalmente se houver postes, cabos ou equipamentos envolvidos. Também não se deve jogar água sobre a rede elétrica ou tentar retirar objetos e galhos que estejam próximos ou em contato com os fios”, alerta o executivo.
A orientação é manter distância do local, afastar crianças e animais e acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros, pelo número 193. A ocorrência também deve ser comunicada à Equatorial Pará pelo 0800-091-0196, para que a empresa possa adotar as medidas necessárias com segurança.



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