Suposto despacho encontrado em cemitério de Altamira repercute nas redes sociais; moradora diz reconhecer foto e afirma estar “blindada pela fé”

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Por Wilson Soares / A Voz do Xingu

Um vídeo que circula nas redes sociais desde os últimos dias tem chamado a atenção de moradores de Altamira, no sudoeste do Pará. As imagens mostram fotografias de diversas pessoas, além de um litro de bebida alcoólica e outros objetos, encontrados sobre um túmulo em um cemitério do município. Nas publicações, internautas levantam a hipótese de que o material faça parte de um suposto ritual religioso, popularmente conhecido como “despacho” ou “macumba“. No entanto, não há confirmação sobre a origem ou a finalidade dos objetos.

Durante a gravação, o autor do vídeo mostra as fotografias e afirma que algumas delas estariam perfuradas por alfinetes.

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“Olha, gente, uma macumbinha básica aqui, viu. É essa macumba aqui, fotos só de homens e tudo com alfinetes na cara. Tem duas mulheres ainda. Aqui o negócio da oferenda. Os homens tudo com alfinetes na cara e as mulheres também, tudo enterrado aqui dentro desse túmulo. Aqui, para fazer o bem, não tem, mas para fazer o mal é o que mais tem”, diz o homem no vídeo.

Após a ampla divulgação das imagens, uma moradora de Altamira afirmou, por meio de um vídeo publicado nas redes sociais, que reconheceu uma das fotografias encontradas no local e acredita que seja realmente a imagem dela.

Na gravação, a mulher afirma que a foto seria um print retirado de um vídeo gravado por ela há cerca de dois meses e aproveitou para reforçar sua convicção religiosa.

“Eu só quero dizer para essa pessoa que, se essa foto é minha, não funcionou, porque eu sou blindada, remida pelo sangue de Jesus Cristo. Eu não fico postando a minha intimidade com Deus porque isso é entre mim e Deus. Então não deu certo, seja lá o que essa pessoa queria que acontecesse comigo, e não vai dar de jeito nenhum”, declarou.

Até o momento, não há informações sobre quem teria deixado os objetos no cemitério, nem confirmação de que o material esteja relacionado a qualquer prática religiosa específica. Também não há registro de investigação oficial sobre o caso.

O episódio gerou intensa repercussão nas redes sociais, dividindo opiniões entre internautas. Enquanto alguns associam os objetos a rituais religiosos, outros pedem cautela e defendem que não sejam feitas conclusões sem comprovação dos fatos.

A Voz do Xingu

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