Pará

Trabalhadores em condições análogas à escravidão são resgatados no Pará

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O Grupo Especial de Fiscalização Móvel do Ministério da Economia realizou o resgate de sete trabalhadores em condições análogas à escravidão na zona rural do município paraense de Medicilândia, na última quinta-feira (18).

Segundo os auditores, o grupo trabalhava na informalidade e algumas pessoas sequer portavam documentos obrigatórios. Um deles vivia há 8 meses sob um barraco de lona, com piso de terra batida, em área recentemente desmatada. Os demais alojados em 3 construções precárias dispersas pela propriedade pertencente a dois irmãos.

Os trabalhadores aplicavam agrotóxicos nas plantações sem nenhuma proteção e relataram sintomas compatíveis com a intoxicação por produtos químicos, como dores de cabeça, náuseas, dores de estômago e vômito de sangue.

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Os empregadores foram autuados e responderão, administrativa e criminalmente, por ter mantido trabalhadores em condições semelhantes à escravidão. Todos os trabalhadores receberam os pagamentos das verbas rescisórias devidas e terão direito ao Seguro-Desemprego.

Somente neste mês, fiscais do trabalho já resgataram 48 pessoas em três estados: Bahia, Maranhão e Pará. Em abril, 31 trabalhadores foram resgatados de uma fazenda plantação de soja em Balsas (MA). Outros dez trabalhadores venezuelanos foram encontrados em situações semelhantes a trabalho escravo, em uma oficina no interior da Bahia.

CASOS QUE SE REPETEM:

Entre o final do último mês de março e o início de abril, o Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), integrado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério da Economia, Defensoria Pública da União (DPU) e Batalhão de Polícia Ambiental do Pará (BPA), resgataram em duas propriedades, 17 trabalhadores em condições análogas à escravidão nos municípios de Tucuruí e Novo Repartimento, no Pará.

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No dia 27 de março, 11 pessoas foram resgatadas na Fazenda Marivete, em Tucuruí, em condições degradantes trabalhando na produção de carvão. Entre as irregularidades encontradas no local estão a ausência de fornecimento de Equipamento de proteção Individual (EPI), que no caso da atividade em carvoaria requer equipamentos específicos; ausência de instalações sanitárias nas frentes de serviço, tampouco próximas dos barracões onde moravam os trabalhadores, o que os obrigava a fazer necessidades fisiológicas no mato; não fornecimento de água potável, nem materiais de primeiros socorros.

O empregador também não promovia a avaliação de riscos ocupacionais, não havendo ações preventivas de segurança e saúde, exames periódicos e admissionais.

Com informações da Agência Brasil.

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