Por Wilson Soares / A Voz do Xingu
Uma imagem que circula em grupos de WhatsApp chama a atenção para as condições de trafegabilidade da BR-230, a Rodovia Transamazônica, no sudoeste do Pará. No registro, uma caminhonete aparece trafegando em meio a uma intensa nuvem de poeira, que reduz a visibilidade e dificulta a circulação de veículos. (Veja o vídeo abaixo).
O trecho mostrado fica entre os municípios de Medicilândia e Rurópolis, onde a rodovia federal ainda não recebeu pavimentação asfáltica. Durante o chamado “verão amazônico”, período de menor ocorrência de chuvas na região, a estrada costuma ficar coberta por uma espessa camada de poeira, provocada pelo intenso tráfego de veículos.
A situação muda rapidamente quando ocorre chuva ou até mesmo um sereno mais intenso. O solo, que fica extremamente seco durante o período de estiagem, transforma-se em lama, deixando a pista escorregadia e dificultando ainda mais a passagem de caminhões, carretas, ônibus e veículos de passeio.
Carreta carregada de madeira tomba

Ainda na tarde desta terça-feira (29/9), uma carreta carregada de madeira serrada tombou na altura do km 195 da BR-230, logo depois do município de Uruará.
Segundo as informações de populares, não houve feridos. O acidente provocou apenas danos materiais. As condições da pista, incluindo a presença de poeira e a consequente redução da visibilidade, estão entre os fatores que podem ter contribuído para o tombamento, mas as circunstâncias do acidente deverão ser apuradas.
Pavimentação ainda é um desafio
Considerada uma das principais rodovias da Região Norte, a Transamazônica foi aberta na década de 1970 com a proposta de integrar diferentes áreas da Amazônia. Décadas depois, porém, a pavimentação da rodovia ainda não foi concluída em diversos trechos.
Na região sudoeste do Pará, as condições da estrada continuam sendo motivo de preocupação para quem depende da BR-230 para o transporte de pessoas e mercadorias. Em períodos de estiagem, a poeira prejudica a visibilidade e aumenta os riscos de acidentes. Já durante as chuvas, a lama pode comprometer a trafegabilidade e deixar determinados pontos da rodovia em condições ainda mais difíceis.
A situação afeta principalmente o transporte de cargas, uma atividade essencial para a economia dos municípios cortados pela Transamazônica, além de impactar diretamente moradores que utilizam a rodovia diariamente.
A Voz do Xingu



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