Moradores da região de Altamira, no sudoeste do Pará, protestaram cobrando melhorias no Hospital Regional da Transamazônica. A unidade de saúde enfrenta falta de leitos e os pacientes, uma longa fila de espera.
O protesto foi feito por movimentos sociais e lideranças femininas que se concentraram nas proximidades do hospital. Centenas de manifestantes deram um abraço simbólico como forma de pedir a ampliação da oferta de leitos especializados para média e alta complexidade.
Um dos pacientes, de 91 anos, está internado há uma semana após um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Ele espera por um leito e a família disse que já tentou de tudo para tentar conseguir a transferência.
O hospital foi inaugurado em 2007 e, desde então, não passou por qualquer ampliação. O hospital é responsável por fazer o atendimento especializado de pacientes de pelo menos nove municípios da rodovia Transamazônica e Xingu, disponibilizando 97 leitos. Número não é suficiente, diz a comunidade.
Outra cobrança do protesto foi a implantação de unidade oncológica para atender pacientes que se deslocam para fazer tratamento em Belém e Santarém.
Os pacientes também se queixam da demora para conseguir consultas e exames especializados. Um deles espera há mais de um ano por uma consulta e ainda não teve resposta.
As dificuldades para conseguir leitos de UTI, por exemplo, têm levado os pacientes a acionar o Ministério Público do Estado, em Altamira.
A promotora Renata Cardoso, da 5ª Promotoria de Direitos Constitucionais Fundamentais, afirma que há duas filas de espera: das pessoas que aguardam uma resposta da Secretaria de Saúde Pública (Sespa) e a segunda, de pacientes que conseguem liminar favorável na Justiça e, mesmo assim, demoram a ser atendidos por causa da falta de vagas.
Em nota, a Sespa informou que um dos pacientes citados na reportagem está cadastrado no Sistema Estadual de Regulação (SIS-REG) e é acompanhado pela equipe de regulação estadual para viabilização de leito.
Apesar do perfil de atendimento ser de gestão de saúde municipal, a Sespa disse que monitora a assistência ao paciente pela rede estadual.
A Sespa afirmou também que as obras para ampliação do hospital estão previstas para começar no primeiro semestre deste ano.
Fonte: G1 Pará