Carros amassados, uma moto caída ao chão, sirenes ecoando e atores interpretando vítimas feridas.

Cenário reproduziu com realismo uma colisão envolvendo carro e moto. Foto: Ascom/PMA
Quem passou pelo semáforo do bairro Mutirão chegou a acreditar que um grave acidente havia acabado de acontecer — e essa era justamente a intenção. A ação ocorreu na terça-feira, 2 de dezembro.

Semáforo do bairro Mutirão foi o local da simulação. Foto: Ascom/PMA
A Prefeitura de Altamira, por meio da Secretaria Municipal de Segurança Pública, Mobilidade Urbana e de Articulação da Cidadania (Segmuc) e do Departamento Municipal de Transporte e Trânsito (Demutran), organizou uma simulação de sinistro de trânsito para mostrar, de forma clara e impactante, como a mistura de álcool e direção, além do uso do celular ao volante, pode trazer consequências devastadoras.

Foto: Ascom/PMA
A ação contou ainda com o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Corpo de Bombeiros, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
O cenário montado reproduziu com realismo uma colisão envolvendo carro e moto, com vítimas que precisaram ser atendidas pelas equipes de emergência.
Bombeiros e socorristas treinaram isolamento da área, primeiros socorros e remoção segura. Já os agentes de trânsito trabalharam o controle do fluxo de veículos e a comunicação entre as equipes. Tudo como se fosse uma ocorrência real.
Para garantir a segurança da operação, o trecho da Avenida Bom Jesus com a Rodovia Transamazônica precisou ser parcialmente interditado durante a manhã. Muitos condutores diminuíram a velocidade para observar a movimentação e, ao entender que se tratava de uma simulação, seguiram viagem refletindo sobre o quão frágil a vida pode ser no trânsito.
Sinistros em Altamira
De janeiro a novembro de 2025, considerando vias urbanas e rurais, Altamira registrou 749 sinistros de trânsito.
Os dados constam no levantamento do Demutran que reúne ocorrências com e sem vítimas. Do total, 410 sinistros tiveram vítimas e 339 não resultaram em feridos. O mês com maior número de ocorrências foi julho, com 84 registros, seguido por novembro, com 76, e outubro, com 75.
No recorte específico de vítimas, Altamira contabilizou 512 pessoas envolvidas em acidentes no período. Dessas, 390 não tiveram ferimentos graves, enquanto três vítimas evoluíram para óbito e 119 casos não tiveram a gravidade informada. Julho, outubro e novembro foram os meses com maior número de pessoas vitimadas.
Em relação ao tipo de impacto, os dados mostram que a colisão entre veículos continua sendo o acidente mais comum, com 505 casos no ano. Em seguida aparecem quedas de moto, que somaram 111 registros. Também foram registrados 11 atropelamentos, 11 incidentes diversos, seis atropelamentos de animais, 26 impactos contra objeto fixo, três capotamentos e três engavetamentos, além de 73 casos não identificados quanto ao tipo de impacto.
A frota do município, que já alcança 81.587 veículos, ajuda a explicar a intensidade dos fluxos e a pressão crescente sobre o trânsito.
Ações de educação no trânsito
Paralelamente ao monitoramento dos acidentes, a Segmuc e o Demutran intensificaram ao longo de 2025 as ações de educação e orientação no trânsito, buscando ampliar a consciência da população e reduzir riscos.
Foram realizadas 30 palestras em escolas, empresas e comunidades, além de 23 ações educativas em diferentes pontos do município. As blitz educativas marcaram presença constante no ano, totalizando 28 operações com abordagem direta aos condutores. O trabalho também incluiu três simulações práticas de acidentes, utilizadas como instrumento de sensibilização, e duas caminhadas educativas.
Fonte: Ascom/PMA





















