Um grupo de indígenas de três etnias — Arará, (da Terra Indígena Laranjal), Kararaô, (da Terra Indígena Kararaô), e Xipaia, (da Terra Indígena Cachoeira Seca) — bloqueou por volta das 18h30 desta quarta-feira (21 de janeiro de 2026) um trecho da Rodovia Transamazônica (BR-230), na altura do km 130, entre os municípios de Medicilândia e Uruará, no sudoeste do Pará.

Os manifestantes utilizaram madeira e pneus para interditar a pista, o que provocou a formação de longas filas de veículos nos dois sentidos da rodovia.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram um caminhoneiro tentando furar o bloqueio, sendo hostilizado pelos manifestantes. No vídeo, o motorista questiona a interdição da via e afirma também ter compromissos, alegando que os indígenas não teriam direito de fechar a rodovia.

Segundo os manifestantes, o bloqueio ocorre em forma de protesto contra a falta de avanços no asfaltamento da BR-230. A princípio, a rodovia estaria sendo liberada a cada duas horas para a passagem de veículos.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o cacique Léo Xipaia, uma das lideranças da Terra Indígena Cachoeira Seca, afirma que os povos indígenas são favoráveis à pavimentação da Transamazônica, mas cobram consulta prévia às comunidades, conforme previsto em lei. Ele também contesta informações de que o asfaltamento ocorreria apenas no trecho entre Uruará e Rurópolis, defendendo que a obra contemple toda a extensão da rodovia, desde que as reivindicações dos povos indígenas sejam respeitadas.
Até o fechamento desta matéria, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e demais órgãos responsáveis ainda não haviam se manifestado oficialmente sobre o bloqueio da BR-230.
Por Wilson Soares – A Voz do Xingu






















