Eliseu Costa Gomes, conhecido nacionalmente como o “Serial Killer de Altamira”, voltou a ser preso na noite desta segunda-feira (19.jan.2026), na cidade de Araguaína, no norte do Tocantins. A prisão ocorreu após uma ocorrência inicialmente registrada como violência doméstica, que acabou revelando a presença de um criminoso de alta periculosidade em liberdade.
De acordo com informações das forças de segurança, a companheira de Eliseu acionou a polícia relatando que vinha sendo ameaçada durante a madrugada e temia pela própria vida. A Guarda Municipal de Araguaína foi até o local, onde encontrou o suspeito em posse de uma pequena porção de droga. Diante da situação, o casal foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos cabíveis.
Histórico de crimes chocantes em Altamira (PA)

Eliseu Costa Gomes possui um histórico criminal que ganhou repercussão nacional. Em novembro de 2022, ele foi condenado a 10 anos de prisão em regime fechado pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver, tendo como vítima José Raimundo Rodrigues dos Santos, de 36 anos, assassinado em Altamira, no sudoeste do Pará.
O corpo de José Raimundo foi encontrado enterrado em uma cova rasa no quintal da residência de Eliseu. A localização do cadáver ocorreu após familiares da vítima receberem informações de que ele havia sido visto pela última vez na companhia do acusado. Desconfiados, eles realizaram buscas no imóvel e acabaram encontrando o corpo.
Durante as investigações, a polícia descartou a hipótese de latrocínio, já que a motocicleta da vítima permaneceu no local. O crime foi enquadrado como homicídio simples. À época, também surgiram relatos sobre a possível participação de um segundo envolvido, que nunca foi localizado.
Três corpos enterrados no mesmo terreno
O caso ganhou contornos ainda mais graves quando a polícia descobriu que José Raimundo não foi a única vítima. No mesmo quintal, outros dois corpos foram localizados.
Um deles foi identificado como Luiz Carlos Calixto Barros, de 43 anos, desaparecido desde 2019. O outro corpo pertencia a Walison Varela, de 22 anos, desaparecido em fevereiro do mesmo ano. Segundo as investigações, Eliseu confessou os crimes e indicou aos investigadores os locais onde havia enterrado os corpos.
Apesar da repercussão e da gravidade dos fatos, a condenação de 10 anos refere-se apenas ao assassinato de José Raimundo. Eliseu cumpriu cerca de três anos de pena — aproximadamente um terço da condenação — e acabou sendo colocado em liberdade.
Com a nova prisão em Araguaína, Eliseu Costa Gomes retorna ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça. O caso segue sob acompanhamento das autoridades e pode ter novos desdobramentos nos próximos dias.
Por Wilson Soares – A Voz do Xingu






















