Uma denúncia anônima levou equipes da Equatorial à orla de Gurupá, no Baixo Amazonas, na manhã desta segunda-feira (26 de janeiro de 2026). De acordo com as informações, ligações feitas diretamente na rede, estariam expondo à população ao risco, com fios descascados expostos, e alguns esticados sobre à rua, podendo facilmente ser atingidos por veículos de grande porte, como caminhões.
Com apoio de sua equipe técnica, a distribuidora realizou uma fiscalização no local, para confirmar a denúncia, e após o flagrante as ligações clandestinas foram desligadas. Ao todo, 50 conexões irregulares e de alto risco foram identificadas e desligadas, com os cabos removidos e encaminhados para descarte correto.

A ação faz parte de um conjunto de atividades executadas pela empresa, que combate o furto de energia e a exposição da população ao risco de descargas elétricas. O furto de energia, conhecido como “gato”, é um crime previsto no artigo 155 do Código Penal, que envolve roubar eletricidade desviando-a antes do medidor, causando prejuízos financeiros, riscos de acidentes como choques e incêndios e prejudicando a qualidade do serviço para todos, com impactos na tarifa e sobrecarga do sistema, podendo gerar detenção e multa.
É possível denunciar anonimamente à distribuidora de energia para combater essa prática ilegal e perigosa, através do 0800 disponibilizado pela Equatorial Pará, no número 0800-091-0196, ou diretamente à polícia através do número 190. Um levantamento inédito da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel) somou 1.205 incêndios por sobrecarga em 2025.
Houve aumento de 23,5% nas ocorrências em comparação com 2023, quando 963 registros foram contabilizados no País. Nos dois últimos anos, 117 pessoas morreram. Na ação realizada pela Equatorial em Gurupá, as equipes identificaram que a energia desviadas pelas ligações clandestinas era suficiente para manter 40 imóveis residenciais por um mês.


















