O fortalecimento da cacauicultura no Pará foi tema de uma reunião realizada na última terça-feira (3.fev.2026), entre representantes da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) e da Cooperativa de Produção Orgânica na Transamazônica e Xingu (CEPOTX). O encontro ocorreu na sede da secretaria e destacou as ações do Governo do Estado voltadas ao desenvolvimento da cadeia produtiva do cacau, especialmente na região da Transamazônica e Xingu, maior produtora do fruto no Pará.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas o município de Medicilândia produz, em média, 137.455 toneladas de cacau, consolidando a região como referência estadual e nacional. Participaram da reunião o secretário adjunto da Sedap, Francisco Neto, e o chefe de gabinete da instituição, Alan Pombo, que reforçaram as políticas públicas executadas para impulsionar a produção e a comercialização do cacau paraense.
A Sedap é responsável pela coordenação do Fundo de Apoio à Cacauicultura do Estado do Pará (Funcacau), que tem financiado diversas ações estratégicas. Entre as iniciativas desenvolvidas ao longo do último ano estão o incentivo à divulgação da amêndoa de cacau em eventos nacionais e internacionais, o combate a pragas como a monilíase, além da entrega de estufas e coxos aos produtores.
Festivais e feiras internacionais realizados em Belém e Altamira também tiveram papel fundamental na promoção do cacau produzido no Pará. Por meio desses eventos, produtores e empreendedores do setor participaram de rodadas de negócios com compradores de outros países. Um dos destaques foi o Festival Internacional realizado em Altamira, em parceria entre a Sedap e a Prefeitura Municipal, que movimentou cerca de R$ 14 milhões em negócios e recebeu mais de 195 mil visitantes, segundo a coordenação do evento.
Premiação

Foto: Agência Pará – Divulgação
Durante a reunião, representantes da CEPOTX apresentaram uma pauta de demandas à secretaria, entre elas o apoio à participação dos produtores Gilmar Batista de Souza, de Uruará, e Leomar Silva Vieira, de Medicilândia, no 10º Cacao of Excellence (CoEx), considerada a principal competição mundial de qualidade do cacau, que será realizada entre os dias 16 e 22 de fevereiro. Também foi solicitado o acompanhamento de um representante da cooperativa na programação do evento.
Segundo Alan Pombo, a Sedap apoia anualmente a participação de produtores em premiações dentro e fora do Brasil. “Nós temos a melhor amêndoa de cacau do Brasil e, como secretaria de fomento, incentivamos a presença dos nossos produtores em eventos que valorizam e destacam a nossa cacauicultura”, afirmou.
O secretário adjunto Francisco Neto reforçou que a Sedap atua em toda a cadeia produtiva, desde o plantio até a comercialização. “Estamos criando condições para que nossos produtores possam chegar a Amsterdã com apoio do Funcacau, ampliando o comércio internacional e mostrando ao mundo a qualidade do cacau paraense”, destacou.
O presidente da CEPOTX, Jader Santos, produtor do município de Pacajá, avaliou positivamente a reunião e afirmou que, além de apresentar as demandas da cooperativa, o encontro serviu para convidar representantes da Sedap e de outras instituições para uma mobilização pacífica marcada para a próxima sexta-feira (6 de fevereiro), em Medicilândia. O ato pretende chamar atenção para os impactos da importação de amêndoas de cacau da Costa do Marfim, na África, que, segundo os produtores, tem pressionado o mercado interno.
Já o vice-presidente da CEPOTX, Sérgio Vieira, que também representou outras cooperativas da região, ressaltou a importância da continuidade do apoio do Funcacau e da Sedap na realização de festivais que valorizam o trabalho dos produtores. “Eventos como o Festival de Altamira fortalecem ainda mais o que já vem sendo feito no setor”, avaliou.
Além dos representantes já citados, a reunião contou com a presença do chefe de gabinete da secretaria adjunta da Sedap, Ozias Aquino; do gerente do Programa de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva da Cacauicultura no Pará (Procacau), Ivaldo Santana; e do engenheiro agrônomo Paulo Afonso.
A Voz do Xingu – (com informações da Agência Pará)






















