O Ministério da Educação (MEC) suspendeu na última terça-feira (10.fev.2026), o edital que permitia a abertura de novos cursos de medicina no país. O ato foi publicado na edição extra do Diário Oficial da União (DOU).
Além disso, o ato assinado pelo ministro da Educação, Camilo Santana (PT), suspende o pedido de 5,9 mil novas vagas em cursos de medicina em instituições privadas existentes no país.
A decisão foi tomada após 107 cursos de medicina (30% do total de todo o país) apresentarem resultados ruins no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), que mede o nível de conhecimento dos alunos na área de atuação. O resultado foi divulgado no mês passado.
Dos 351 cursos avaliados pelo exame, apenas 24 ficaram no conceito 1 (melhor nota), e 83 constam no conceito 2. Os demais receberam notas entre 3 e 4, consideradas baixas. Somente um curso ficou na faixa “sem conceito”, pois menos de 10 alunos foram avaliados. As instituições que ficaram abaixo da média foram punidas pelo MEC.
Entre as sanções estão a proibição de abertura de vagas e o cancelamento do vestibular em faculdades que tiraram notas muito baixas. As punições variam de acordo com a pontuação, que vai de 1 a 5.
ABMES se manifesta
A Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) divulgou uma nota após a publicação do ato, “manifestando preocupação com a decisão do governo federal de revogar o edital destinado à criação de novos cursos de Medicina e à oferta de novas vagas para a formação de futuros médicos”.
A nota ainda diz que: “Do ponto de vista social, a medida afeta diretamente municípios que aguardavam a interiorização da formação médica, redes locais de saúde que se preparavam para ampliar campos de prática e estudantes que viam na abertura do edital uma oportunidade legítima de acesso à formação médica, especialmente em regiões historicamente marcadas pela escassez de profissionais”.
Fonte: Metrópoles





















