Celebrado nesta quinta-feira, 26 de março, o “Dia do Cacau” chama atenção para a importância de uma das culturas agrícolas que mais crescem na região Norte do Brasil. Na Transamazônica, especialmente no sudoeste do Pará, o cacau tem se consolidado como uma das principais fontes de renda para produtores rurais, movimentando a economia e ganhando destaque pela qualidade do produto.
Municípios como Altamira, Medicilândia, Brasil Novo e Uruará estão entre os maiores produtores de cacau do país, com destaque para Medicilândia, frequentemente reconhecida como uma das capitais nacionais do cacau. A região reúne condições ideais de clima e solo, além da experiência dos agricultores, fatores que contribuem para uma produção de alto padrão.
Nos últimos anos, o cacau da Transamazônica tem conquistado reconhecimento nacional e internacional, especialmente pela produção de amêndoas de qualidade superior, utilizadas na fabricação de chocolates finos. Esse avanço é resultado de investimentos em capacitação, assistência técnica e adoção de práticas mais sustentáveis no cultivo.
Além do impacto econômico, a cultura do cacau também tem papel importante na preservação ambiental. O sistema de cultivo agroflorestal, adotado por muitos produtores da região, permite a produção consorciada com espécies nativas, contribuindo para a conservação da floresta e a recuperação de áreas degradadas.
Para produtores locais, a data é um momento de celebração, mas também de reflexão sobre os desafios do setor, como a necessidade de ampliação de mercados, melhoria da infraestrutura e maior incentivo às cadeias produtivas.
“Hoje a gente vive uma situação complicada, que é o preço. O cacau sofreu uma queda brusca depois de uma alta muito grande no ano passado”, diz o produtor Antônio Carlos. “Quando o combustível sobe, tudo sobe. Então, 2026 é um ano bastante desafiador.”

O Dia do Cacau reforça, assim, o protagonismo da Transamazônica no cenário cacaueiro brasileiro e evidencia o potencial da região para continuar crescendo de forma sustentável, gerando renda e oportunidades para milhares de famílias.
A Voz do Xingu























