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Após fala de Bolsonaro, garimpeiros prometem entrar com ação contra Ibama e outros órgãos de fiscalização

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Em entrevista ao Jornal Nacional na noite desta segunda-feira, 22, o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, disse que a lei não manda o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) destruir maquinários que podem ser retirados de garimpos. Há 10 dias a Operação Guardiões do Bioma realiza fiscalização em áreas de garimpos no estado do Pará e, pelo menos, 40 escavadeiras e três tratores de esteira já foram destruídos, o que estima um valor de mais de R$ 80 milhões.

“Eu mando cumprir a lei. Não é desmontar o órgão. É o que vinha acontecendo e vem acontecendo é que o material, maquinários, podem ser retirados do local. Se chegou lá é porque pode ser retirado. Há um abuso de uma parte do Ibama. O que diz a lei é que o trator tem que tocar fogo se não puder retirar daquele local. O que muitas vezes o pessoal do Ibama faz é tocar fogo mesmo podendo retirar o material de lá”, declarou Bolsonaro durante entrevista ao vivo em rede nacional. 

Revoltado com a situação, um dos garimpeiros da região, que não quis se identificar, disse que a Constituição Federal (CF) de 1988 está acima de Tribunal Federal, Supremo Tribunal Federal (STF) e Congresso Nacional. Salienta que o artigo quinto da CF diz que ninguém pode perder patrimônio antes do trânsito e julgado. Máquinas, escavadeiras, carros e alojamentos com alimentos dos trabalhadores estão sendo destruídos.

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“Então, não tem decreto, portaria ou outro decreto que fizeram que esteja acima da Constituição. Não existe criminoso maior de que quando uma autoridade comete um crime. Esse é o maior criminoso, porque tinham que partir deles combater isso, em nome da lei da Constituição que rege o país”, afirmou o garimpeiro. 

Para defender o direito dos seus bens, os garimpeiros devem se reunir para entrar com uma ação de inconstitucionalidade visto que estão queimando “bens”, patrimônios sem o devido julgamento. Isso é uma estupidez, uma brincadeira em época de eleição. Isso virou partido político esses órgãos armados e sem nenhum treinamento de polícia. “Isso é perigosíssimo uma situação dessa e sem nenhum costume em relação à cultura do povo da Amazônia”, adverte.  

A operação vem ocorrendo há duas semanas, em garimpos na região da Flona Jamanxim e Parque Jamanxim nas áreas de preservação ambiental. Nesta segunda-feira, 22 de agosto, a operação passou a balsa do rio Jamanxim no garimpo Jardim do Ouro e seguiu para a região do Garimpo São Raimundo e na região do rio Cripurizão no município de Itaituba (na região de Novo Progresso). 

A operação conta com mais de 12 viaturas do IBAMA, ICMBio, PRF e Força Nacional. Quatro helicópteros com agentes especializados ao combate as infrações ambientais que apoiam a operação.

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Fonte: Roma News

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