Em conversa com o A Voz do Xingu, Joaquim Passarinho questiona leis ambientais feitas sem vivência na Amazônia

“Enquanto em Brasília se fala em sinal de telefonia 5G, aqui muitas vezes se procura 1G, às vezes em cima de uma árvore, para conseguir chamar uma ambulância”, disse o deputado..

Foto: Wilson Soares - A Voz do Xingu
Foto: Wilson Soares - A Voz do Xingu
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Durante um encontro realizado na noite desta quinta-feira, (15.jan.2026), na sede da Associação Comercial de Altamira, que contou com a presença do deputado federal Joaquim Passarinho (PL), o jornalista Wilson Soares, do portal A Voz do Xingu, questionou o parlamentar sobre como ele avalia as legislações ambientais aplicadas à Amazônia, em especial à região da Transamazônica.

Em resposta, Passarinho afirmou que muitas normas ambientais são elaboradas sem que os legisladores conheçam a realidade local. Segundo ele, existe um distanciamento entre quem cria as leis e quem vive na Amazônia. “As pessoas querem fazer legislações para a Amazônia sem morar aqui. Antes de alguém fazer lei para a região, é preciso vir, trabalhar, gerar emprego e renda, e entender as dificuldades que enfrentamos”, declarou.

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O deputado citou como exemplos o longo período chuvoso, que compromete a durabilidade das estradas, e a precariedade do sinal de telefonia em áreas mais afastadas. De forma crítica, comparou a realidade amazônica com a dos grandes centros urbanos.“Enquanto em Brasília se fala em sinal de telefonia 5G, aqui muitas vezes se procura 1G, às vezes em cima de uma árvore, para conseguir chamar uma ambulância”, afirmou.

Foto: Wilson Soares - A Voz do Xingu

Deputado federal Joaquim Passarinho – Foto: Wilson Soares

Ao final da entrevista, Joaquim Passarinho defendeu que é possível promover o desenvolvimento econômico aliado à preservação ambiental, desde que as políticas públicas sejam construídas a partir do conhecimento real da Amazônia e de suas particularidades.

Fonte: A Voz do Xingu

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