Os pastores responsáveis pela igreja evangélica Ágape do Pai para Nações, em Altamira, no sudoeste do Pará, contestaram a matéria divulgada pelo portal A Voz do Xingu e por outros veículos de comunicação, que apontava suposto furto de energia elétrica no prédio da instituição religiosa.
Em nota encaminhada à reportagem, os dirigentes afirmam que todas as contas de energia estão sendo pagas em dia e que os valores cobrados vinham sendo estimados pela concessionária Equatorial Pará enquanto o medidor não era instalado. De acordo com fotos dos talões apresentadas pela igreja, os pagamentos mensais variavam entre R$ 1.900 e R$ 2.100.

O prédio da igreja, localizado na Avenida Tancredo Neves, foi alvo de fiscalização na terça-feira (24.fev.2026). Durante a ação, além de técnicos da Equatorial, peritos da Polícia Científica do Pará também estiveram no local. Segundo informações repassadas pela concessionária à imprensa, foi identificada uma ligação direta com apenas um disjuntor, classificada como clandestina. Ainda conforme a empresa, a suposta energia desviada teria capacidade para abastecer cerca de 30 imóveis.
A Equatorial informou também que registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil do Pará, que investiga o caso.
No documento assinado pelos pastores Hermes e Laurene, Manoel e Alice, e Edson e Liede, a igreja afirma que, após a fiscalização, os responsáveis compareceram à delegacia e prestaram todos os esclarecimentos. Os dirigentes sustentam que não há qualquer irregularidade nas instalações elétricas do prédio, repudiam insinuações de prática ilícita e informam que estão adotando as medidas cabíveis.
A nota destaca ainda que, há cerca de dois meses, a instituição vinha protocolando junto à Equatorial Pará o pedido de ligação do projeto de placas solares, tendo sido atendida apenas na quarta-feira (25), um dia após a fiscalização.
O portal A Voz do Xingu ressalta que as informações inicialmente publicadas foram repassadas oficialmente pela concessionária, que afirma ter constatado irregularidades nas instalações. O espaço permanece aberto para manifestações das partes envolvidas.






















