Pedido de consulta para filho autista não consta no sistema do Hospital Regional da Transamazônica

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A dona de casa Lucimara Santos de Oliveira, moradora do município de Brasil Novo, no sudoeste do Pará, só descobriu que o pedido de consulta do filho não constava no sistema do Hospital Regional Público da Transamazônica (HRPT) após procurar a imprensa. O caso veio à tona na manhã desta segunda-feira (9.fev.2026), quando ela procurou o portal A Voz do Xingu em busca de apoio.

Lucimara é mãe do pequeno Deurian Santos de Oliveira, de apenas 2 anos de idade, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Segundo ela, o filho aguarda há quase um ano por uma consulta com neuropediatra, considerada essencial para o acompanhamento do desenvolvimento da criança.

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A mãe relata que possui dois protocolos de solicitação da consulta, feitos junto à regulação do município de Brasil Novo — o primeiro registrado em abril e o segundo em agosto do ano passado. Mesmo após meses de espera, ela afirma que nunca foi informada sobre qualquer data ou encaminhamento e que, ao buscar informações na regulação municipal, era orientada apenas a aguardar o chamado do Hospital Regional.

Diante do relato, o portal A Voz do Xingu procurou a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), responsável pela regulação das consultas especializadas, e a Assessoria de Comunicação do Hospital Regional. Em nota encaminhada ao veículo, a Sespa informou que não consta, em seu sistema, solicitação de consulta em neuropediatria para o paciente Deurian Santos de Oliveira.

“A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), por meio do Hospital Regional Público da Transamazônica (HRPT), informa que não consta nos sistemas da unidade solicitação de consulta em neuropediatria para o  paciente citado. O HRPT esclarece que o acesso ao serviço de atendimento em neuropediatria, ocorre exclusivamente por meio da Regulação de cada município de origem do paciente. Neste caso, a solicitação deve ser realizada pela Regulação do município de Brasil Novo. Até o momento, não há registro de pedido regulado para o referido procedimento nos sistemas do hospital”, afirma a nota encaminhada pela Sespa ao portal.

A informação causou estranheza à mãe da criança, que afirma ter procurado diversas vezes a regulação municipal e sempre recebido a orientação de que o pedido estava em andamento.

Nossa produção também tentou falar com o secretário municipal de Saúde de Brasil Novo, Elysson Kloss, para esclarecer a situação, uma vez que, segundo a própria Sespa, a inserção do pedido no sistema é de responsabilidade da regulação do município de origem. Até o fechamento desta matéria, não foi possível obter contato com o secretário. O espaço segue aberto para manifestação.

Enquanto a responsabilidade pelo encaminhamento segue sendo discutida entre os órgãos, o tempo passa e a consulta com o neuropediatra — fundamental para o acompanhamento clínico do menino — segue sem data marcada no Hospital Regional Público da Transamazônica.

Por Wilson Soares – A Voz do Xingu

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