Um suspeito de envolvimento no homicídio de um colaborador do Ibama, ocorrido em dezembro de 2025 dentro da Terra Indígena (TI) Apyterewa, foi preso pela Polícia Federal em São Félix do Xingu, no sudeste do Pará. O investigado foi detido na quinta-feira (29.jan.2026), em cumprimento a mandados de prisão temporária e de busca e apreensão. O crime ocorreu na região do Distrito da Taboca, quando a vítima foi atacada durante uma operação de retirada de gado ilegal da TI.

Conforme a PF, o alvo das medidas é investigado por ataques contra servidores públicos, por invasões à Terra Indígena Apyterewa e por ações violentas contra aldeias e comunidades indígenas. As apurações indicam sua possível participação em episódios de violência registrados em dezembro de 2024 e em maio de 2025, além de retornos não autorizados ao território indígena mesmo após notificação formal para desocupação.
A investigação também tem o objetivo de apurar a possível ligação do alvo com o ataque a uma equipe da Funai em janeiro de 2026, quando um veículo oficial foi atingido por múltiplos disparos de arma de fogo.
Combate
De acordo com a PF, a ação ocorre em um cenário de crescente tensão na Terra Indígena Apyterewa. No dia 21 de janeiro deste ano, um funcionário da Associação Indígena Tato’a, do povo Parakanã, foi vítima de um atentado a tiros dentro do território indígena. O veículo em que estava foi atingido por cerca de 15 disparos, e a vítima conseguiu escapar pela mata até alcançar uma aldeia próxima, onde recebeu ajuda.
A TI Apyterewa, localizada em São Félix do Xingu e considerada uma das áreas mais conflituosas da Amazônia, segue sob pressão de invasores, mesmo após a grande operação de desintrusão iniciada pelo Governo Federal em setembro de 2025. A região, habitada pelo povo Parakanã, enfrenta há anos conflitos fundiários, desmatamento e episódios recorrentes de violência.
As investigações da Polícia Federal permanecem em curso, e novas medidas judiciais poderão ser adotadas.


















