Por Wilson Soares – A Voz do Xingu
O clima político segue tenso no município de Anapu, na região sudoeste paraense. Durante a sessão ordinária da Câmara Municipal realizada na última sexta-feira (20 de março de 2026), foi apresentada e lida em plenário uma denúncia formulada por um eleitor contra o prefeito Luiz Carlos Aguiar Leite, por suposta prática de crime administrativo.
Na mesma sessão, também foi lida uma notificação oficial da Casa Legislativa solicitando, pela segunda vez, o comparecimento do gestor municipal à sede do parlamento para prestar esclarecimentos no âmbito do Processo nº 001/2025, instaurado pela Câmara.
A próxima oitiva do prefeito Luiz Carlos ficou definida para o dia 25, às 10h, na sede do Legislativo.
Paralelamente, o cenário de conflitos se amplia. Veículos de comunicação de Santarém noticiaram nesta semana que o Município de Anapu ajuizou uma Ação Civil Pública por ato de improbidade administrativa contra o presidente da Câmara, vereador Osmário Oliveira Evangelista. A denúncia aponta a existência de um suposto esquema que teria comprometido a lisura do processo de escolha da Mesa Diretora.
De acordo com a ação protocolada pelo Município na Vara Única da Comarca de Anapu, a eleição que conduziu o atual presidente ao cargo teria sido viabilizada por meio da compra de apoio de vereadores, com promessas de pagamento de valores elevados em troca de votos para a formação da Mesa Diretora do biênio 2025/2026.
A equipe de reportagem tenta contato com o presidente da Câmara para obter esclarecimentos, mas, até o momento, não conseguiu falar com ele.
Desde o início do ano passado, Anapu tem sido destaque na mídia regional e estadual por sucessivos episódios de instabilidade política. Entre os casos, estão o impasse entre o prefeito e a maioria dos vereadores, além de polêmicas envolvendo familiares do chefe do Executivo.
A atual gestão municipal também já foi alvo de ação de busca e apreensão por parte do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) e tem recebido constantes solicitações de informações e recomendações do Tribunal de Contas dos Municípios do Pará (TCM-PA), especialmente relacionadas ao pagamento de serviços realizados sem licitação, com destaque para contratos ligados à Secretaria Municipal de Educação.






















