Por Wilson Soares – A Voz do Xingu
O Tribunal do Júri condenou Cleilton de Oliveira Gomes a 34 anos e 6 meses de prisão, em regime inicialmente fechado, pelos crimes relacionados à morte da menina Sara Raabe Silva do Nascimento, de 5 anos. O julgamento ocorreu nesta quinta-feira (13.ago.2026), no Fórum Criminal de Belém (PA).
O crime aconteceu em setembro de 2024, em Altamira, no sudoeste do Pará, e provocou grande comoção entre moradores da cidade e de outros municípios da região.
Durante o julgamento, os jurados reconheceram a responsabilidade de Cleilton pelos crimes de homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado, crime sexual, vilipêndio de cadáver e ocultação de cadáver.
A acusação foi conduzida pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), por meio da 2ª Promotoria do Tribunal do Júri. Durante a sessão, o promotor de Justiça Edson Sousa defendeu a condenação do réu e pediu a aplicação da pena máxima.
Cleilton havia confessado o assassinato da criança, mas negava outros crimes atribuídos a ele. Ao longo do processo, alegou que estava sob forte efeito de drogas no momento do crime e que não se lembrava de todos os detalhes do ocorrido. A versão foi contestada pela acusação, que sustentou que as circunstâncias demonstravam que o réu tinha consciência dos atos praticados.
Relembre o caso

Vítima – Sara Raabe Silva do Nascimento.
Sara Raabe desapareceu no dia 18 de setembro de 2024, quando tinha 5 anos. A criança estava nas proximidades do Ramal do Cupiúba, na zona rural de Altamira, quando desapareceu.
O caso mobilizou uma grande operação de buscas, com participação das forças de segurança e de dezenas de voluntários. Durante quatro dias, equipes percorreram áreas de mata e outros pontos da região na tentativa de localizar a menina.
No dia 22 de setembro de 2024, o corpo de Sara foi encontrado em uma área de mata. Cleilton foi localizado e detido por populares e, posteriormente, confessou o assassinato. Ele também indicou às autoridades o local onde havia deixado o corpo da criança.
A morte de Sara provocou forte comoção em Altamira. Familiares, amigos e moradores acompanharam o caso desde o desaparecimento e participaram de manifestações de solidariedade à família.
Júri foi transferido para Belém
O julgamento estava inicialmente previsto para acontecer em Altamira, mas a Justiça determinou o desaforamento do processo, transferindo o Tribunal do Júri para Belém.
A medida levou em consideração a grande repercussão do crime e a comoção provocada pelo caso em Altamira, buscando preservar as condições necessárias para a realização do julgamento e a imparcialidade dos jurados.
Após a apresentação das teses da acusação e da defesa, o Conselho de Sentença decidiu pela condenação de Cleilton. Ao final da sessão, a Justiça estabeleceu a pena de 34 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicialmente fechado.
A decisão encerra uma das etapas mais aguardadas do processo sobre o crime que marcou Altamira e causou grande repercussão em todo o Pará.
A Voz do Xingu























