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Governo mantém tese de pagamento do piso dos professores e negociação não avança

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Professores da rede estadual de ensino realizaram um ato em frente a Secretaria de Administração do estado do Pará (SEAD), na av. Almirante Barroso, em Belém, na tarde desta terça(29). Eles acamparam em frente a secretaria enquanto representantes de professores e do governo se reuniram. A categoria pede pagamento do piso salarial, Unificação do PCCR, reformas das escolas e o fim da violência nas instituições de ensino. O trânsito no sentido São Brás chegou a ficar lento.

Os professores foram representados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp) e pelo Sindicato dos Docentes da Universidade do Estado do Pará (Sinduepa) na SEAD. As entidades sindicais estão em grevedesde o início de maio e já realizaram vários atos em defesa da educação.

Concurso público

A SEAD informou que, e virtude da greve dos caminhoneiros, o Estado está suspenso o concurso público que tinha previsão para acontecer neste domingo (3). O governo disse que espera até a próxima semana regularizar a situação e realizar o certame, que pretende preencher 2.200 vagas docentes na rede pública de ensino do Pará.

Piso salarial e PCCR unificado

Os sindicatos disseram que questionaram a SEAD sobre o cumprimento da Lei do piso do magistério, que já tem uma questão transitando em julgado, e o governo manteve a tese de que paga o piso. O Sintepp disse que continuará lutando na Justiça pela garantia da lei, uma vez que o último realinhamento foi no ano 2015. O Estado diz que não tem posição nova e que aguardará o resultado dos remédios jurídicos que optou e que levará até a última instância possível.

O Sintepp reclamou que a unificação do PCCR vem sendo postergada pelo governo desde 2014 e disse que esse é outro processo que tem força de execução judicial. O governo alega que está depurando os documentos elaborados e que espera até o final de junho ter uma posição.

Auxílio alimentação

Ao ser questionado, o governo declarou que, diante de sua realidade orçamentária, só pode reajustar o auxílio de policiais militares, não tendo nenhum tipo de novidade para a pauta. O Estado alega que está muito próximo do seu limite prudencial.

Reforma de escolas

O Sintepp pediu ao estado uma posição sobre as péssimas condições das escolas públicas e cobrou ações para evitar situações como a do desabamento da escola Gaspar Viana. Cobrou ainda soluções para a falta de transporte escolar e para a baixa qualidade da escola Pequeno, que tem instalações inadequadas para as necessidades de seus alunos. Sobre a escola Gaspar Viana, o Estado informou que já providenciou o aluguel de dois prédios para abrigar os alunos e, sobre o transporte escolar, a Seduc informou que, nos municípios onde não há transporte, o órgão está assumindo.

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