O caso do desaparecimento de Kamila Moreno, de 28 anos, terminou de forma trágica em Gurupá, no arquipélago do Marajó. A jovem, que estava desaparecida desde a última segunda-feira (30/9), foi encontrada morta na manhã de quarta-feira (1 de outubro), enterrada em uma cova rasa em um terreno baldio, próximo a um lixão.

Segundo relatos da família, Kamila saiu de casa informando que iria a uma festa de aniversário, mas não chegou ao destino. Antes disso, teria se encontrado com o ex-marido, Júnior Castelo, e com o primo dele, Anderson Castelo, sob o pretexto de visitar uma casa que estaria à venda. A vítima também havia feito planos de viajar para Altamira no dia seguinte ao desaparecimento e já havia deixado as malas prontas.
A Polícia Civil investiga se esse encontro foi o último momento em que Kamila foi vista com vida. Testemunhas relataram que o relacionamento com o ex-companheiro havia terminado há cerca de dois meses, mas que ele não aceitava o fim.
As buscas pela jovem mobilizaram moradores da cidade. Foi um grupo de populares que localizou o corpo, após perceber sinais de terra revirada na área suspeita. Indignados com o crime, dezenas de pessoas se reuniram no porto da cidade pedindo justiça.

Júnior e Anderson foram apontados como principais suspeitos e presos em flagrante pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver. Eles foram transferidos para a Delegacia de Polícia Civil de Breves, onde permanecem à disposição da Justiça. O ex-companheiro nega envolvimento e afirmou estar “com a consciência tranquila”.
O corpo de Kamila foi encaminhado para necropsia, que vai confirmar oficialmente a causa da morte.
Por Sirley de Jesus – TV Vitória / A Voz do Xingu





















