Uma atitude rápida e um conhecimento guardado por mais de três décadas foram fundamentais para salvar uma vida em Altamira. Na noite desta quinta-feira (27.ago.2026), Manoel Filho utilizou técnicas de primeiros socorros aprendidas há 32 anos, quando serviu ao Exército Brasileiro, para socorrer um homem que estava desacordado e sem respirar.
O caso aconteceu por volta das 19h, em uma área entre os bairros Mutirão e Jatobá, no município de Altamira, sudoeste do Pará.
Em entrevista ao portal A Voz do Xingu, Manoel contou que passava de carro pelo local quando foi chamado por populares. Desesperadas, as pessoas pediam ajuda para socorrer um homem que estava caído no chão e aparentemente sem sinais vitais.
Manoel parou o veículo e foi verificar o que estava acontecendo. Ao perceber que o homem não apresentava sinais de respiração, imediatamente começou a realizar os procedimentos de primeiros socorros que havia aprendido durante o período em que serviu ao Exército.
Foram mais de cinco minutos de muita tensão. Manoel realizou manobras de reanimação e tentou desobstruir as vias respiratórias da vítima. Durante o procedimento, conseguiu retirar um pedaço de carne da boca do homem, que possivelmente havia se engasgado.
A insistência deu resultado: o homem voltou a respirar.

As manobras realizadas por Manoel enquanto o atendimento especializado não chegava foram fundamentais para manter a vítima com vida até a chegada de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Após receber atendimento, o homem foi encaminhado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Altamira, onde permanece internado na sala vermelha.
Um detalhe torna a história ainda mais surpreendente. Manoel havia conhecido o homem apenas alguns minutos antes da emergência. Depois do socorro, ele também foi até a UPA na tentativa de localizar familiares da vítima e comunicar o que havia acontecido.

Trinta e dois anos depois de aprender técnicas que talvez imaginasse nunca mais precisar utilizar, Manoel Filho viu aquele conhecimento se transformar em uma ferramenta essencial para ajudar a salvar uma vida.
Por Wilson Soares – A Voz do Xingu






















