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Núcleo de Promoção e Igualdade Étnico-Racial é instalado em Santarém

Nierac atuará em temas que envolvam a população negra e as relações étnico-raciais, incluindo as populações indígenas.

Foto: MPPA/Divulgação
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Foi instalado nesta segunda-feira (22) em Santarém, no oeste do Pará, o Núcleo de Promoção e Igualdade Étnico-Racial (Nierac), vinculado ao Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos (CAODH) do Ministério Público do Pará (MPPA).

A instalação foi feita pelo Procurador-Geral de Justiça César Mattar Jr, com a assinatura da portaria que designa a promotora de Justiça de Santarém, Lilian Braga, para a coordenação do Núcleo.

O Nierac vai funcionar no Teatro Vitória e pode sugerir estratégias para o combate à discriminação racial; organizar e apoiar campanhas; e em conjunto com o Centro de Direitos Humanos, coordenar estratégias para promoção de políticas de igualdade racial.

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Também acompanhará programas de outras instituições para apoio às políticas de combate ao racismo, promove pesquisas, ações educativas e de formação para o público interno, e outras atividades relacionadas com a promoção da igualdade étnico-racial.

Teatro Victória em Santarém — Foto: Karla Lima/G1

Teatro Victória em Santarém — Foto: Karla Lima/G1

A mesa de honra foi composta pelo Procurador-Geral de Justiça César Mattar Jr; a promotora de Justiça auxiliar do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos, Eliane Cristina Pinto; o Subcorregedor Geral, Geraldo de Mendonça; o diretor do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional José Edvaldo Sales; a coordenadora da Região Administrativa do Baixo Amazonas e das Promotorias de Justiça de Santarém, promotora de Justiça Lílian Braga, e o Secretário Regional de Governo, Henderson Pinto.

Em seu pronunciamento o Procurador-Geral ressaltou que o Ministério Público sempre teve um olhar voltado para fora. Por ser um órgão de controle, de fiscalização e em determinados momentos até mesmo de repressão.

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A promotora de Justiça Eliane Moreira, que falou em nome do CAODH, disse ser uma enorme satisfação participar desse momento histórico. “Muito mais do que a instalação do Núcleo, nós vivemos nesse momento uma mudança bastante significativa de paradigma dentro do Ministério Público paraense”.

A promotora fez uma referência a origem histórica do Ministério Público como instituição, e ressaltou que “o dia de hoje é um dos mais importantes, não é apenas uma instalação, hoje nós olhamos nos olhos do rei e dizemos que é com a população que nós desejamos estar, é com os povos indígenas, com a comunidade quilombola, é ao lado deles que precisamos estar”.

Seminário e apresentações culturais

Grupo musical de Alter do Chão, Suraras do Tapajós, composto por mulheres da etnia Borari, se apresentou no evento — Foto: MPPA/Divulgação

Grupo musical de Alter do Chão, Suraras do Tapajós, composto por mulheres da etnia Borari, se apresentou no evento — Foto: MPPA/Divulgação

Junto com a instalação foi realizado o seminário “A Arte como Ferramenta de Resistência: Manifestações artísticas de mulheres indígenas e quilombolas”, promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (CEAF) e CAODH. O evento era parte da Agenda Antirracista lançada pelo MPPA no dia 10 de novembro.

O seminário teve na mesa de debates Ana Cleide Vasconcelos, Vândria Borari e a promotora de Justiça Eliane Cristina Pinto. Ana, do quilombo Arapemã, é poetisa, cantora, e coordenadora do Grupo de Mulheres Quilombolas de Santarém Na Raça e na Cor. Vândria Borari, ceramista e bacharel em Direito, e Eliane Moreira é mestra em Direito, doutora em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido, e coordena o Grupo de Pesquisas “Direitos dos Povos e Comunidades Tradicionais” da UFPA.

O evento foi marcado pela apresentação do grupo musical de Alter do Chão, Suraras do Tapajós, composto somente por mulheres da etnia Borari. Um espaço foi reservado para a exposição de arte e produtos trazidos por artistas quilombolas e indígenas de Santarém e Oriximiná, como artesanato, vestuário, acessórios e obras de arte.

Fonte: G1 Pará

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