Uma ação deflagrada pela Polícia Civil, na tarde desta quarta-feira (07/1), em Uruará, no sudoeste do Pará, identificou um esquema sofisticado de desvio de energia elétrica com o objetivo de evitar o registro real do consumo de uma fábrica de gelo.
O caso foi registrado no bairro Vila Boa Sorte, onde o estabelecimento foi notificado e o proprietário conduzido à delegacia para os procedimentos legais. De acordo com o flagrante, o imóvel estava ligado à rede de energia elétrica de forma parcial. Enquanto o medidor apresentava um consumo incompatível com o funcionamento de um comércio de médio porte, o consumo real — responsável pela produção de gelo — era desviado por meio de uma ligação clandestina subterrânea.

Com o apoio de equipes técnicas da Equatorial Pará, os policiais conseguiram identificar a carga real utilizada no local, equivalente a um consumo mensal suficiente para abastecer cerca de 30 residências. Diante do flagrante, a ocorrência foi registrada como furto de energia elétrica.
O furto de energia, conhecido popularmente como “gato”, é crime no Brasil, previsto no artigo 155 do Código Penal. A prática envolve o desvio de eletricidade da rede por meio de ligações diretas ou fraudes no medidor, gerando riscos de acidentes, como choques elétricos e incêndios, além de sobrecarga no sistema, o que prejudica toda a coletividade. O crime é passível de multa e pena de prisão, e pode ser denunciado de forma anônima às distribuidoras de energia.
Esta é a primeira ação de combate ao furto de energia registrada em 2026 na região do Xingu. A prática segue sendo alvo de fiscalização e repressão por parte das autoridades, por causar danos diretos ao sistema elétrico e aos consumidores regulares. Além das medidas adotadas pela Polícia Civil, a distribuidora de energia também notificou a irregularidade e interrompeu a ligação clandestina.





















