Homem é condenado a mais de 25 anos de prisão por feminicídio e ocultação de cadáver em Uruará

Wandeilson de Assis Barbosa / Foto: Gazeta Real
Wandeilson de Assis Barbosa / Foto: Gazeta Real
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O Tribunal do Júri da Comarca de Uruará, no sudoeste do Pará, condenou na última segunda-feira (22 de junho) Wandeilson de Assis Barbosa, de 36 anos, a 25 anos e 2 meses de prisão em regime fechado pelo assassinato da companheira, Karine Gabriele Santos, de 29 anos, e pela ocultação do cadáver. O crime, ocorrido em julho de 2024, causou grande repercussão na região pela brutalidade e pelas circunstâncias em que o corpo da vítima foi encontrado.

O julgamento foi realizado no Fórum de Uruará e contou com uma composição incomum: o Conselho de Sentença foi formado exclusivamente por mulheres. Após analisar as provas apresentadas durante a sessão, os jurados reconheceram a autoria e a materialidade dos crimes e rejeitaram a tese de absolvição apresentada pela defesa.

Na sentença, Wandeilson foi condenado a 24 anos de reclusão pelo crime de homicídio qualificado. O Conselho de Sentença reconheceu quatro qualificadoras: motivo fútil, emprego de asfixia, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio. Pelo crime de ocultação de cadáver, a pena fixada foi de 1 ano e 2 meses de reclusão, além de 15 dias-multa, calculados à razão de 1/30 do salário mínimo vigente à época dos fatos. Somadas, as penas totalizam 25 anos e 2 meses de prisão, a serem cumpridos inicialmente em regime fechado.

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Vítima – Karine Gabriele Santos

De acordo com as investigações da Polícia Civil, o crime ocorreu na madrugada de 7 de julho de 2024, em uma residência localizada na Rua Presidente Vargas, no bairro Baixada. O casal havia se mudado recentemente do estado de Goiás para Uruará com a intenção de recomeçar a vida. Poucos dias após a mudança, Karine foi assassinada pelo companheiro.

Após o crime, o acusado ocultou o corpo da vítima, que só foi localizado dias depois durante as investigações policiais. Os restos mortais estavam dentro de uma mala, em avançado estado de decomposição, em uma área de mata às margens da rodovia PA-370. A descoberta do cadáver foi resultado do trabalho investigativo da Polícia Civil, que também identificou e prendeu o suspeito.

À época das investigações, o delegado responsável pelo caso detalhou o trabalho policial que possibilitou a localização do corpo e a responsabilização do acusado.

Com a condenação, a Justiça encerra um dos casos de maior repercussão na crônica policial de Uruará nos últimos anos. A decisão reforça o enfrentamento aos crimes de violência contra a mulher e a responsabilização dos autores de feminicídio.

Com informações do portal Gazeta Real.

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