Casal é condenado por matar homem e esconder corpo em fossa no Pará

O crime ocorreu em agosto de 2024, em Abel Figueiredo.

Casal é condenado por matar homem e esconder corpo em fossa no Pará. (Reprodução/ Correio de Carajás
Casal é condenado por matar homem e esconder corpo em fossa no Pará. (Reprodução/ Correio de Carajás
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O casal Thaís de Souza Santos e Itamar Nascimento da Silva foi condenado pelo homicídio e pela ocultação do cadáver de Sérgio William da Silva Correia, pai do filho de Thaís. A sentença foi publicada na terça-feira (18.ago.2026), após julgamento realizado na segunda-feira (17/8) pelo Tribunal do Júri da Comarca de Rondon do Pará, no sudeste do estado. As informações são do Correio de Carajás.

Thaís foi condenada a 17 anos e nove meses de prisão. Já Itamar recebeu pena de 14 anos e nove meses de reclusão. A pena dele foi menor porque houve confissão do crime.

O julgamento foi conduzido pelo juiz Rodrigo Tavares, presidente do Tribunal do Júri da Comarca de Rondon do Pará. O Conselho de Sentença reconheceu, por maioria de votos, a responsabilidade criminal dos dois acusados. A acusação foi sustentada pelo promotor de Justiça João Francisco Amaral.

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Corpo foi encontrado dentro de fossa

O crime ocorreu em Abel Figueiredo. O corpo de Sérgio foi localizado em 9 de agosto de 2024, dentro de uma fossa situada nos fundos da residência onde Thaís e Itamar moravam.

Segundo a sentença de pronúncia, que analisou a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), o casal teria planejado a morte de Sérgio durante meses. A investigação apontou ainda que os dois chegaram a contratar uma terceira pessoa, identificada pelo apelido de “Bailarino”, para executar o homicídio.

Como o contratado demorou a cumprir o acordo, Thaís e Itamar teriam decidido cometer o crime pessoalmente. Sérgio foi atraído até a residência da mulher, onde acabou assassinado.

A motivação apontada no processo estaria relacionada a um desentendimento entre Thaís e Sérgio envolvendo a guarda do filho que os dois tinham em comum.

De acordo com a pronúncia, Sérgio foi atingido com uma paulada na cabeça e sofreu quatro golpes de canivete. Os ataques teriam sido realizados por Itamar.

Após o homicídio, o casal teria levado o corpo até a fossa localizada nos fundos do imóvel. O cadáver foi coberto com entulho e concreto na tentativa de ocultá-lo.

Desaparecimento

Sérgio estava desaparecido havia alguns dias quando o corpo foi encontrado. Em 7 de agosto de 2024, a mãe dele procurou a polícia para informar o desaparecimento. Segundo o relato, o homem havia sido visto pela última vez na casa de Thaís, no dia 5 de agosto.

Após a localização do cadáver, Itamar foi preso e confessou o crime à Polícia Civil. Thaís também foi presa na ocasião, mas recebeu liberdade provisória em maio de 2025.

Durante a investigação, Thaís afirmou que Sérgio esteve na residência, mas deixou o local ainda no dia 5 de agosto. Ela também admitiu ter apagado mensagens trocadas com a vítima e entregou à polícia uma mochila com documentos e roupas pertencentes a Sérgio.

Os elementos foram considerados pela investigação como indícios de que ela tinha conhecimento do que havia ocorrido.

Ao longo do processo, Thaís negou participação no homicídio e passou a atribuir a responsabilidade pelo crime ao companheiro, alegando que Itamar teria agido contra Sérgio. Depoimentos reunidos durante a investigação, contudo, apontaram em outra direção.

Encontro teria sido previamente combinado

Ainda segundo a sentença de pronúncia, um taxista ouvido pela polícia relatou que foi contratado para transportar Sérgio até a residência de Thaís. O motorista afirmou que recebeu um pedido expresso de sigilo.

Conforme o depoimento, Sérgio teria dito que apenas ele e os acusados sabiam que estava na cidade. Para a investigação, a informação reforçou a hipótese de que o encontro na residência havia sido previamente combinado.

A mãe da vítima também relatou ter recebido de Thaís alguns pertences pessoais de Sérgio após o desaparecimento. Para a acusação, a entrega dos objetos reforçou a suspeita de que Thaís tinha conhecimento sobre o paradeiro do homem.

No celular dela, os investigadores também encontraram registros de mensagens que haviam sido apagadas. A exclusão foi interpretada como uma possível tentativa de dificultar a investigação.

Prisões e desconto da prisão provisória

Itamar permanecia preso preventivamente desde o dia em que o corpo foi localizado. Já Thaís, que havia sido colocada em liberdade provisória em maio de 2025, deverá retornar à prisão para iniciar o cumprimento da pena.

Na sentença, o juiz Rodrigo Tavares determinou que o período em que os dois permaneceram presos provisoriamente seja descontado das respectivas penas. Para Thaís, foram considerados 10 meses e 18 dias de prisão provisória. No caso de Itamar, foram contabilizados dois anos e oito dias.

Fonte: O Liberal.

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