Pará está há um ano sem registrar roubos a bancos na modalidade ‘novo cangaço’

Os investimentos na integração das forças de segurança e nas ações de inteligência são fundamentais para o Estado coibir e inibir esse tipo de crime

Foto: Bruno Cecim / Ag.Pará
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Investimento, Integração e Inteligência são pontos principais e estratégicos adotados pela Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) para coibir e inibir as ocorrências de roubo na modalidade conhecida como vapor ou novo cangaço, e chegar à redução de 100% em 2021. Em um ano, o Pará não registrou essa modalidade de roubo. Os dados foram divulgados pela Secretaria Adjunta de Inteligência e Análise Criminal (Siac), e são referentes ao período que um ano, desde o último registro no Estado, ocorrido na madrugada de 1º de dezembro de 2020, no município de Cametá, na região do Baixo Tocantins, até esta quarta-feira.

O titular da Segup, em exercício, coronel Alexandre Mascarenhas, explica como ocorre esse tipo de crime, e as ações executadas para combater as organizações criminosas. “Estamos por todo esse ano de 2021 sem apresentar um caso de roubo a banco na modalidade novo cangaço ou vapor, aquela em que os criminosos dominam as cidades, atacam instituições, inclusive utilizando explosivos. Isso representa uma redução de 100% em relação aos anos anteriores. Conseguimos alcançar esse resultado, tendo em vista uma grande estrutura montada, como a implantação de uma delegacia especializada para combater as facções criminosas, e as operações da Polícia Militar específicas para o patrulhamento nas regiões com histórico de maior incidência desse tipo de crime, durante o período do mês com maior fluxo de dinheiro na economia da região. A qualificação e o aperfeiçoamento dos agentes, além da atuação da inteligência, são fundamentais para coibir esse tipo de ação”, ressaltou o coronel Alexandre Mascarenhas.

Estratégias – O empenho nas investigações, investimento na inteligência e fortalecimento na estrutura da Delegacia de Repressão a Roubos a Banco e Antissequestro são algumas das estratégias para coibir esse tipo de crime. A desarticulação antecipada das ações criminosas e cumprimento de mandados de prisão previamente expedidos contra integrantes de quadrilhas organizadas estão entre as medidas que a segurança pública vem utilizando para combater esse tipo de crime, destacou o secretário adjunto de Inteligência, delegado André Costa.

Segundo ele, “a Segup vem atuando em três princípios estratégicos na atual gestão, sendo eles Inteligência, investimento e integração entre os órgãos de segurança. Esses são pilares que norteiam as forças de segurança pública para o enfrentamento qualificado e adequado a esse tipo de evento no Pará. Pela Polícia Civil, por parte da DRCO, com investigações de alto nível, realizando a busca e apreensão de todos os integrantes de organizações criminosas que atuam nesse tipo de crime, seja no nosso estado ou em outras unidades da Federação. Da mesma forma, a Polícia Militar tem a qualificação de policiais para o patrulhamento rural, com o Bope, onde constantemente são realizados treinamentos e aperfeiçoamento de técnicas para buscar, localizar e deter de forma segura e eficaz esse tipo de criminoso. A Seap (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária), com a atual gestão, diante da disciplina implementada, isola essas pessoas aqui no Estado e, em casos específicos, realiza a transferência para presídios federais.Isso ajuda grandemente no controle da criminalidade”.

Novo cangaço ou vapor é o tipo de crime caracterizado pela violência das quadrilhas quando chegam a uma cidade, dominando a população e as forças de segurança pública, e atacando instituições. O termo foi usado no Estado no início dos anos 2000, mas a forma de atuação também é comum nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul do Brasil.

Fonte: Agência Pará

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