Policial penal que matou a esposa morre quase quatro meses após o crime em Santarém

Renato Matos Parente estava internado desde 19 de março, quando matou a biomédica Caroline Fontenelle Trinca e atirou contra a própria cabeça; casal deixa uma filha de 3 anos.

Renato Matos Parente morreu na tarde da última sexta-feira (3), no Hospital Municipal de Santarém (HMS), onde estava internado desde 19 de março (Foto: Reprodução/Redes sociais)
Renato Matos Parente morreu na tarde da última sexta-feira (3), no Hospital Municipal de Santarém (HMS), onde estava internado desde 19 de março (Foto: Reprodução/Redes sociais)
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O policial penal Renato Matos Parente morreu na tarde da última sexta-feira (3 de julho), no Hospital Municipal de Santarém (HMS), onde estava internado desde 19 de março, após matar a esposa, a biomédica Caroline Fontenelle Trinca, e atirar contra a própria cabeça. A informação foi confirmada pela Prefeitura de Santarém a imprensa.

O feminicídio ocorreu na madrugada de 19 de março, na avenida Cuiabá, nas proximidades do viaduto, em Santarém, no oeste do Pará. De acordo com as investigações, o casal havia saído de um bar pouco antes do crime. Caroline foi baleada dentro do veículo em que estava com o marido e morreu ainda no local. Em seguida, Renato efetuou um disparo contra si mesmo e foi socorrido em estado grave.

Em nota encaminhada à reportagem, a direção do Hospital Municipal de Santarém informou que o paciente, identificado pelas iniciais R.M.P., morreu na sala de estabilização da unidade.

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“A Prefeitura de Santarém, por meio da direção do Hospital Municipal de Santarém (HMS), informa que o paciente R.M.P., vítima de ferimento por arma de fogo com grave lesão na região da cabeça, faleceu na tarde de sexta-feira (3/7), na sala de estabilização da unidade. O paciente estava internado no HMS desde o dia 19 de março, onde recebia assistência da equipe multiprofissional”, informou o hospital.

Histórico

A Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) informou, na época do crime, que Caroline já havia denunciado Renato por ameaças em 2025 e solicitado uma medida protetiva contra ele. Posteriormente, ela pediu a revogação da medida e retomou o relacionamento.

Caroline era biomédica e deixou uma filha de 3 anos. O caso teve grande repercussão em Santarém e passou a ser investigado pela Polícia Civil, que apurou as circunstâncias e a motivação do feminicídio.

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