O mês de abril de 2016 marcou a entrada em operação da primeira turbina da maior hidrelétrica 100% brasileira e a 5ª maior do mundo. Desde então, a Usina Belo Monte gerou 255.193.675 MWh, energia limpa e renovável suficiente para atender toda a demanda do país por cinco meses sem precisar recorrer a outras fontes, consolidando o empreendimento como um dos ativos mais importantes do Sistema Elétrico Brasileiro. Uma cerimônia simbólica, realizada no dia 5 de maio daquele ano, marcou a inauguração.
A geração da usina se torna ainda maior a partir de 2019, quando as 18 unidades geradoras da casa de força principal e as seis máquinas da casa de força complementar entraram em operação plena, completando 11.233,1 MW de capacidade instalada.

Casa de Força principal da UHE Belo Monte, contemplando o Reservatório Intermediário, Casa de Força e Canal de Fuga. Foto: Norte Energia – Divulgação.
Essencial para o Sistema Interligado Nacional, a Usina Hidrelétrica Belo Monte atende a uma média de 5% da demanda do país por ano, entregando energia para todos os estados. Nos horários de pico de consumo, produz até 16% da demanda nacional.
Antes mesmo de completar o primeiro ano de operação plena, Belo Monte se tornou a hidrelétrica que mais entregou energia para o Brasil durante o primeiro semestre do ano de 2020. Desde então, a usina se mantém no topo do ranking neste período.
Para além da grande quantidade de energia que produz, a usina também se destaca quando o assunto é complementariedade das fontes. “Em um cenário de expansão de fontes intermitentes de energia eólica e solar, Belo Monte se torna ainda mais fundamental para o sistema por ser uma fonte firme, capaz de atender grande parte da demanda, e flexível, com capacidade de adaptação e resposta rápida a variação do consumo de energia. Com isso, Belo Monte consegue contribuir para a estabilidade do Sistema Interligado Nacional”, explica Luiz Eduardo Osorio, diretor-presidente da Norte Energia, empresa responsável pelo empreendimento.
Bateria do sistema
Nos primeiros meses de cada ano, quando mantém alta geração, a usina contribui com o enchimento dos reservatórios hidrelétricos das regiões Sul e Sudeste, permitindo que eles acumulem água. No segundo semestre, a geração de Belo Monte é reduzida, acompanhando a sazonalidade do rio Xingu. Nesse momento, as usinas de outras regiões do país usam a água armazenada para garantir a energia que o sistema demanda.
Com o melhor aproveitamento de área alagada por megawatt instalado do mundo, Belo Monte tem um reservatório de apenas 478 km², dos quais cerca de 50% já era leito do próprio rio durante o período de cheia.
Em 2025, o complexo alcançou o maior índice de disponibilidade entre todas as hidrelétricas do país, mais de 99%. Isso significa dizer que Belo Monte foi capaz de atender as demandas do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), praticamente todas as vezes em que foi necessário.
Breve histórico
A primeira turbina de Belo Monte entrou em operação em 2016. Três anos depois, com o avanço das obras, o complexo hidrelétrico alcançou a operação plena, em novembro de 2019.
Já em 2020, Belo Monte se tornou a maior geradora de energia do Brasil no primeiro semestre. Já no seu segundo ano de operação plena, em 2021, em meio a uma crise hídrica histórica, a usina mostrou sua relevância para o Brasil, contribuindo para reduzir o risco de apagões ao prover a energia que o país precisava.
O ano de 2022, marcou o recorde de produção. Com a hidrologia favorável, a geração da usina alcançou 31.805.614 MWh, consolidando seu relevante papel para o Sistema Interligado Nacional. No ano seguinte, em 2023, Belo Monte se tornou a maior comercializadora de energia entre as geradoras.
Compromissos
A Norte Energia segue realizando ações robustas na região do Médio Xingu para cumprir os compromissos assumidos no licenciamento. Alguns deles são de longa duração e seguirão até o fim da concessão. Entre os resultados dos mais de 100 planos, programas e projetos estão a construção de três hospitais, 63 unidades básicas de saúde, reforma ou construção de 99 escolas, criação de seis bairros, obras de infraestrutura urbana, reflorestamento de uma área equivalente a três mil campos de futebol, além de ações voltadas para comunidades indígenas. O total investido passa de R$ 8 bilhões.
A relevância de Belo Monte vai além da geração de energia: está conectada ao desenvolvimento sustentável da Amazônia, às comunidades e ao nosso compromisso de evoluir com responsabilidade e transparência, gerando valor e entregando resultados.




















