PF cumpre 25 mandados em operação que investiga desvio de R$ 50 milhões em São Félix do Xingu, PA

A reportagem, a Polícia Federal informou que um dos 25 mandados de busca e apreensão foi cumprido em um gabinete na Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), em Belém, nesta quarta-feira (1/7).

Agente da Polícia Federal (PF) durante operação que investiga desvio de verbas da educação pública no Pará. — Foto: PF
Agente da Polícia Federal (PF) durante operação que investiga desvio de verbas da educação pública no Pará. — Foto: PF
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A Polícia Federal (PF) cumpriu 25 mandados de busca e apreensão em São Félix do Xingu, Belém e Natal (RN) nesta quarta-feira (1º de julho), durante uma operação que investiga um esquema de desvio de recursos públicos federais destinados à educação.

A ‘Coronéis do Xingu’ abrange contratos administrativos firmados entre 2014 e 2024, que somam aproximadamente R$ 50 milhões. São Félix do Xingu, situada no sudeste paraense, fica a 1.038 km de Belém.

A PF informou que um dos mandados foi cumprido em um gabinete na Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa). As investigações seguem sob sigilo, e a corporação não identificou o gabinete.

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De acordo com a polícia, há indícios de licitações direcionadas e o uso de empresas sem capacidade operacional para a execução de obras de construção, reforma e ampliação de escolas, que teriam sido entregues apenas parcialmente ou sequer concluídas.

Lavagem de dinheiro e garimpo ilegal

Além do desvio de verbas, a operação identificou indícios de lavagem de dinheiro para ocultar os valores ilegais. A polícia também investiga possíveis vínculos entre o esquema e atividades de garimpo ilegal de ouro na região do Xingu.

A Justiça Federal determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 3 milhões em bens dos investigados para garantir o reembolso aos cofres públicos.

Os envolvidos podem responder por crimes de fraude em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A identidade deles também não foi informada pela PF.

O g1 solicitou posicionamento aos órgãos públicos citados na investigação e à Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), mas não havia obtido respostas até a publicação da reportagem.

Fonte: G1 Pará

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