Operação Escudo Feminino III prende 40 pessoas e resgata mulher mantida em cárcere privado no Pará

Ação integrada das forças de segurança atendeu 1.152 mulheres, em nova etapa da operação em todo o Estado

Operação Escudo Feminino III reforçou o acompanhamento das medidas protetivas de mulheres vítimas de violência doméstica em todo o Pará. (Divulgação Agência Pará / Pedro Guerreiro)
Operação Escudo Feminino III reforçou o acompanhamento das medidas protetivas de mulheres vítimas de violência doméstica em todo o Pará. (Divulgação Agência Pará / Pedro Guerreiro)
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A terceira fase da Operação Escudo Feminino encerrou com 40 prisões e 1.152 atendimentos a mulheres, além de ações de fiscalização, monitoramento e resposta imediata a ocorrências registradas em todo o Pará. Entre os registros da operação está o resgate de uma mulher, vítima de violência doméstica, que era mantida em cárcere privado, no município de Parauapebas.

A governadora Hana Ghassan, que lançou a operação na última quinta-feira (18), destacou a gravidade da ocorrência e a importância da atuação integrada das forças de segurança em todo o Estado.

“A Polícia Civil resgatou uma mulher mantida em cárcere privado pelo ex-companheiro em Parauapebas. Ela foi encontrada presa, com sinais de agressão, em um cômodo da casa do agressor. Ele já foi identificado e está sendo procurado. Casos como esse mostram a importância de mudarmos este cenário. E eu garanto: nós vamos mudar. Quem cometer esse crime no nosso estado vai responder com o rigor da lei. No Pará, agressor de mulher não vai ter um dia de paz”, ressaltou a governadora Hana Ghassan.

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Desde que passou a deflagrar as suas ações, em 16 de abril, a Operação Escudo Feminino ultrapassou a marca de 100 prisões realizadas nas três fases. Os resultados da nova edição da Operação Escudo Feminino reforçam a efetividade da atuação integrada das forças de segurança no enfrentamento à violência contra a mulher em todo o Pará..

“Nosso compromisso é fazer com que as mulheres paraenses se sintam protegidas. Esse também é um recado claro aos agressores: criminoso não terá paz no nosso governo. Faremos quantas operações forem necessárias, para proteger as mulheres e garantir respostas efetivas para interromper os ciclos de violência”, afirmou Hana Ghassan.

A Operação Escudo Feminino é coordenada pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) e reuniu ações integradas da Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Científica, Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e demais órgãos da rede de proteção, para intensificar o acompanhamento de medidas protetivas, ampliar o atendimento às vítimas e responsabilizar autores de violência.

O Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) realizou o monitoramento em tempo real das ações em todo o Pará, garantindo resposta rápida e coordenação operacional das ocorrências.

A Polícia Científica do Pará atuou na operação com 51 procedimentos periciais realizados, incluindo exames de lesão corporal, sexologia forense, perícias em locais de crime e análises digitais, contribuindo para o suporte técnico às investigações. Já a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) reforçou o monitoramento de pessoas sob tornozeleira eletrônica e o acompanhamento de agressores com medidas restritivas.

O titular da Segup, coronel PM Ed-lin Anselmo, destacou que os resultados demonstram o fortalecimento da política permanente de proteção às mulheres. “A Operação Escudo Feminino consolida uma atuação integrada das forças de segurança e da rede de proteção para ampliar o atendimento, acompanhar medidas protetivas e agir rapidamente diante de situações de risco. Mais do que números, estamos falando de vidas protegidas e de respostas efetivas para interromper ciclos de violência”, destacou.

Ao longo da operação, as forças de segurança realizaram ações integradas de proteção, fiscalização e resposta imediata às ocorrências, totalizando 2.259 procedimentos operacionais.

Resgate – Entre os casos que marcaram a terceira fase da Operação Escudo Feminino está o resgate de uma mulher vítima de violência doméstica que era mantida em cárcere privado, no município de Parauapebas. A ocorrência foi registrada durante visitas de fiscalização e acompanhamento realizadas às mulheres beneficiárias de medidas protetivas de urgência.

A equipe da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Parauapebas, da Polícia Civil, atuava na operação com apoio da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, quando recebeu informações que levaram à localização da vítima.

Inicialmente, os agentes estiveram no endereço cadastrado para acompanhamento da medida protetiva. No local, a mãe da vítima informou que estava sem contato com a filha desde o dia 10 de junho, e relatou a suspeita de que ela pudesse estar na residência do ex-companheiro.

Diante das informações, as equipes seguiram até o endereço indicado. Ao chegarem ao imóvel, o suspeito fugiu. A vítima foi localizada com sinais aparentes de agressões físicas e relatou que estava impedida de deixar o imóvel há aproximadamente uma semana.

Segundo o relato, durante o período em que permaneceu no local, ela foi submetida a agressões físicas e ameaças constantes. A vítima informou ainda que tentou sair da residência na noite anterior ao resgate, mas foi impedida, mediante violência e intimidação. No local, recebeu acolhimento e escuta especializada e foi encaminhada para atendimento médico e registro da ocorrência. O suspeito segue sendo procurado.

“No momento em que a equipe da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Parauapebas chegou ao local, o foco foi garantir o atendimento imediato à vítima, que estava muito machucada e debilitada. Foi realizado o acolhimento e a escuta especializada. Apesar da fuga do suspeito, as diligências seguem de forma ininterrupta, para localizá-lo e efetuar a prisão”, informou o delegado-geral da Polícia Civil, Raimundo Benassuly.

Somadas as etapas realizadas em abril, maio e junho, já foram contabilizadas cerca de 4.752 mil mulheres atendidas em ações de acolhimento, proteção, fiscalização e fortalecimento da rede de enfrentamento à violência contra a mulher em todo o Pará.

Fonte: O Liberal

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